Nos últimos anos, para segurar a produtividade, o sistema de produção agrícola se tornou dependente do uso de agrotóxicos, fertilizantes e outros insumos. Desta forma, os recursos hídricos sofrem riscos de transportes de agrotóxicos aplicados nas culturas para áreas não alvo e acaba contaminando o meio ambiente. O princípio ativo do agrotóxico é o fator que influencia a sua eficácia e eficiência no controle das pragas e doenças das culturas. Segundo a Embrapa Meio Ambiente, dados apontam que cerca de 863 agrotóxicos registrados no Brasil em 2000 foram formulados a partir de 367 princípios ativos. Devido a esta grande demanda, se faz necessária a priorização de agrotóxicos que ofereçam maior potencial de transporte em águas superficiais e subterrâneas, para fins de monitoramento in loco.
Os pesquisadores da instituição avaliaram 236 princípios ativos de diversos agrotóxicos em uso no País com o objetivo de avaliar o potencial de transporte para águas e de lixiviação para água subterrânea pelos métodos GOSS e índice GUS. Objetivou-se também orientar investigações subsequentes nas matrizes onde os compostos de agrotóxicos mostrarem maior probabilidade de serem encontrados no solo ou água.
Os resultados comprovaram que pelo índice GUS para 145 princípios ativos, 41 apresentaram potencial de lixiviação para águas subterrâneas, 82 não apresentaram resultados e 22 permaneceram na faixa de transição. Já pelo método GOSS foram avaliados 142 princípios ativos em que 28 tiveram alto potencial, 65 médio e 49 apresentaram baixo potencial. Pelo método GOSS, foram avaliados 142 princípios ativos.
Os pesquisadores apontaram que a pesquisa não foi realizada para desaconselhar o uso dos princípios ativos, mas sim para indicar o potencial de transporte e não de contaminação pelos princípios ativos.