O I Simpósio sobre bananicultura subtropical no Cone Sul ocorre nos dias 18 e 19 de março, em Joinville, Santa Catarina, e traz pesquisadores de várias instituições do sul do Brasil, Argentina e Paraguai. O objetivo é discutir a cultura da banana na região difundindo as vantagens e os desafios. O coordenador do evento, Luiz Alberto Lichtemberg, da Epagri Itajaí, diz que já existem mais de 120 mil hectares de banana plantadas na região e que a principal vantagem é a resistência a pragas e doenças. Como são regiões frias, algumas doenças não se desenvolvem. Com isso, o cultivo de bananas se torna mais limpo, ou seja, não utiliza tantos agroquímicos.
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Outro benefício do cultivo na região do Cone Sul é a grande capacidade de consumo. A proximidade da produção com o mercado consumidor torna o produto mais produtivo no mercado por questão de tempo e custo de transporte. Segundo Lichtemberg, a cor e o sabor da banana produzida no sul do país também são superior às das regiões de clima quente.
As desvantagens são os riscos de geadas e vendavais e o escurecimento de cascas em algumas regiões. Os produtores devem ter cuidado para escolher a região de plantio e devem dar preferência a áreas próximas a encostas de morros, que ficam mais protegidas do frio.
— Apesar de a condição climática não ser considerada a ideal para a bananicultura, porque é uma cultura tradicionalmente tropical, o clima agrega algumas vantagens, como a cor e o sabor da fruta, que é de uma qualidade superior às plantações das regiões mais quentes. E, principalmente, na questão da resistência a doenças e pragas — destaca Lichtemberg.