Biodiesel de sebo bovino mantém desempenho de motores

Experimento avalia a adição do combustível de origem animal ao óleo diesel

Nivea Schunk
Bovinos

Com os custos de produção cerca de 30% mais baratos que os similares à base de óleo vegetal, o biodiesel produzido a partir do sebo bovino proporciona mais uma destinação econômica e ambientalmente interessante para um importante resíduo da atividade pecuária no Brasil. Conduzido em São Paulo, pelo centro de engenharia do Instituto Agronômico (IAC), um experimento concluiu que a adição da substância menos poluente ao combustível tradicional não afeta o rendimento dos motores diesel.

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De acordo com a pesquisadora Ila Maria Corrêa, o trabalho atesta que o uso prolongado da mistura não gera maiores consequências no equipamento, nem altera as características do óleo lubrificante. Durante 600 horas, o motor funcionou com uma proporção de 5% do biodiesel de origem animal acrescentado ao diesel comercial. Realizados num banco dinamométrico, os testes determinavam potência e consumo horário periodicamente.
 
— De modo geral a alternativa é tecnicamente viável e os resultados satisfatórios. Em termos de potência, preserva praticamente o mesmo desempenho mecânico do motor que se obtém com diesel. A análise físico-química do óleo lubrificante não apresentou alterações importantes com relação à viscosidade, diluição, índice de basicidade e ponto de fulgor. A alta concentração de minerais como sódio, ferro e alumínio poderiam sugerir algum nível de desgaste na máquina, mas a inspeção interna não identificou nenhum problema. O depósito de material nos bicos injetores foi semelhante ao causado pelo óleo puro — conta ela.