Biodiesel no Nordeste a partir de oleaginosas

Projeto de seleção de materiais, da Embrapa Algodão, contempla as culturas da mamona, algodão, gerelim e amendoim

Nivea Schunk
Agroenergia

Conduzido pela Embrapa Algodão, o projeto de seleção de materiais para produção de biodiesel no Nordeste do Brasil contempla as culturas da mamona, algodão, gerelim e amendoim. Voltadas para os genótipos das oleaginosas, as pesquisas acumulam a atribuição de gerar informações para o desenvolvimento de novas variedades. Ainda em fase laboratorial, foram identificados consideráveis teores de óleo em determinados algodoeiros, bem como indícios de compensação de ácidos graxos presentes em um tipo de mamona.

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Resultados preliminares consistentes indicam dados bem interessantes para o programa de biocombustíveis. O pesquisador Everaldo Paulo de Medeiros revela que, embora algumas variedades de algodão apresentem concentração oleosa superior a 25% , a média fica em torno de 20%. No entando, todas as outras caratérísticas agronômicas precisam ser consideradas para atender às necessidades do produtor satisfatoriamente.

— Com a implementação de tecnologias novas no laboratório, estamos calibrando os métodos, fazendo checagem e análise não destrutiva por meio de espectroscopia no infravermelho. O procedimento tem a vantagem de não danificar o material e os mais promissores serão testados em pelo menos duas áreas da região para termos noção dos efeitos do ambiente — explica ele.

Medeiros diz que a etapa de campo deve começar em breve. Depois da seleção, serão avaliados os fatores mais significativos para a qualidade do biodiesel. O intuito é envolver os técnicos responsáveis pelo melhoramento genético para gerar uma cultivar com qualidade de óleo vegetal bem mais atraente do que as disponíveis no mercado.

"Variedades de algo-
 dão apresentam
 concentração oleosa
 em torno de 20%"


 Everaldo Paulo de Medeiros,
 da Embrapa Algodão