Boas práticas para implantação de sistemas silvipastoris

Embrapa Gado de Leite indica uma série de recomendações de boas práticas, relacionada ao preparo do solo, calagem, adubação, plantio e custo de implantação, dentre outros, para a implantação de sistemas silvipastoris.

Redação
Artigos

Os métodos para estabelecer sistemas silvipastoris variam, conforme a atividade que se pretenda implementar e a condição da área onde será formado. Naqueles cuja principal atividade desenvolvida seja a exploração pecuária, a Embrapa Gado de Leite possui uma série de recomendações de boas práticas, relacionada ao preparo do solo, calagem, adubação, plantio e custo de implantação, dentre outros.
 
Um exemplo é o cuidado com a espécie arbórea a ser cultivada. Além de se considerar sua adaptação às condições locais, pode-se optar por aquelas que sejam de crescimento rápido. Assim, dentro de 1 a 2 anos, a maioria das árvores já terá atingido altura que posicione suas copas acima do alcance dos animais, com diâmetro suficiente para que sejam minimizados possíveis danos mecânicos.
 
Outro aspecto é que o controle de formigas cortadeiras, principalmente para espécies arbóreas exóticas, deve ser iniciado pelo menos cerca de seis meses antes do início do plantio das mudas, utilizando iscas formicidas. As mudas de árvores deverão ser plantadas no período das águas, preferencialmente no início da estação chuvosa, em faixas de nível no caso de áreas montanhosas, com cerca de 10 metros de largura, em covas (0,4 x 0,4 x 0,4 metros).
 
O coroamento periódico das mudas, para reduzir a competição com espécies forrageiras também semeadas e o uso de cobertura morta para manter a umidade do solo, são alguns procedimentos que, aliados à correta adubação de plantio e de cobertura, em muito favorecem o crescimento inicial das mudas. O espaçamento das árvores em um sistema silvipastoril vai depender de vários fatores, destacando-se as características da espécie arbórea, principalmente a densidade de sua copa.
 
Em relação a esse assunto, vários estudos indicam que as gramíneas forrageiras tolerantes à redução da luminosidade apresentam crescimento satisfatório à sombra moderada, equivalente a cerca de 30-50% de sombreamento. Assim, nesses sistemas a densidade de árvores não deve ser superior àquela que intercepte, aproximadamente, 40% da radiação solar incidente.
 
Ensaios a campo conduzidos na Embrapa Gado de Leite apontam, em termos práticos, que tal interceptação pode ser obtida com o espaçamento de 3 x 3 metros, desde que as espécies arbóreas sejam distribuídas em faixas de 10 metros, intercaladas por 30 metros de forrageiras herbáceas, por exemplo.
 
No entanto, tais sistemas são muito dinâmicos e, devido à espécie arbórea plantada, ao seu crescimento e ao formato que suas copas possam adquirir, serão necessários raleios ou desbastes, práticas de manejo que possibilitam a adequada interceptação de luz para conferir o sombreamento moderado que se deseja. Para mais detalhes, leia o documento na íntegra.