O Brasil possui o segundo maior rebanho mundial, sendo superado apenas pela Índia, que não comercializa carne bovina. Mesmo com um rebanho de 200 milhões de cabeças de boi e sendo o maior exportador de carne em toneladas, o país ainda sofre com a baixa produtividade e a qualidade variável do produto carne, principalmente no Cerrado. Por isso, o pesquisador Claúdio Ulhôa Magnabosco, da Embrapa Cerrados, está desenvolvendo o projeto “Caracterização e seleção genética da maciez da carne em nelore mocho”, que tem o objetivo de selecionar, multiplicar e caracterizar bovinos com maior probalidade de serem portadores de genes da maciez da carne.
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"Estudo está selecionando animais com genes da maciez da carne" Claúdio Magnabosco, |
Segundo o pesquisador, o Brasil é conhecido como exportador de carne dura.
— Com esse trabalho, vai ser possível identificar os animais de carne macia e contribuir com a indústria na seleção de animais com potencial de maciez na carne. Sendo assim, o Brasil pode deixar de exportar carne dura, que tem baixo valor agregado, e passar a exportar carne de melhor qualidade, com maior valor agregado — avalia o pesquisador.
A metologia do trabalho consiste na avaliação de pedigree, nas análises genéticas, além das informações de animais que já foram abatidos previamente em outros projetos. A partir de então, análises moleculares são efetuadas para caracterizar geneticamente esses animais. Uma vez feita a caracterização, a próxima etapa é a multiplicação dos genes desses animais portadores de genes favoráveis a maciez da carne tendo em vista a formação de um rebanho de linhagem de carne macia da raça nelore do bioma cerrado.
O projeto tem duração de cinco anos. Mas o pesquisador acredita que alguns resultados estarão disponíveis em 2012. O estudo está sendo feito em parceria com a empresa Agropore pecuária, detendora da marca O.B.
