Os briquetes são biocombustíveis sólidos que podem ser queimados em lareiras, caldeiras e fogões para gerar energia. Com o intuito de tornar a matéria-prima dos briquetes mais que mero resíduo ambiental, o projeto “Aproveitamento de resíduos agrícolas e florestais para produção de briquetes”, do pesquisador José Dilcio Rocha, da Embrapa Agroenergia, promove o desenvolvimento tecnológico e proporciona ao agricultor a possibilidade de empregar lixos orgânicos gerados em sua propriedade.
Foram testadas serragens, cascas de arroz, bagaços de laranja, entre outros, num equipamento chamado briquetadeira, que já se encontra no mercado. A partir desses materiais orgânicos foram produzidos os briquetes, avaliados quanto ao poder calorífico, à capacidade de gerarem energia térmica e de serem usados como biocombustível.
![]() |
"Foram testados |
José Dilcio explica que o processo da briquetadeira parte de um trabalho mecânico, através da técnica da extrusão. O material é forçado por uma matriz, adquirindo assim uma forma pré-determinada. Ao contrário do princípio do pistão, a extrusão gera de 100 a 500 briquetes homogêneos por hora. Vantajoso para o transporte e manuseio, os biocombustíveis têm 1/3 do volume das matérias primas.
Os resultados da pesquisa serão apresentados na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, de 19 a 25 de outubro, em Brasília (DF). O custo dessa produção, o balanço energético do processo para cada tipo de resíduo, bem como a possibilidade de utilização da briquetadeira em regiões onde ainda não há energia elétrica, também são objetos de estudos. Além disso, José Dilcio Rocha completa dizendo que resíduos urbanos serão testados logo.
— A ideia é que o produtor use a tecnologia para aproveitar os resíduos que tem e os transforme em produto, gerando renda e minimizando os impactos negativos ao meio ambiente – diz o pesquisador.
