Broca-da-cana: praga presente na cultura do milho

Os danos causados pela praga causa perdas de 21 a 27% nos grãos. Porém, se o ataque ocorrer nos entrenós próximos à espiga, os prejuízos serão maiores

Aline Jesus
Pragas

A broca-da-cana (Diatrea saccharalis) é uma mariposa que apresenta coloração amarelo palha com variações que podem atingir o tom do marrom amarelado. Os adultos machos possuem envergadura que varia de 18 a 28 milímetros. Já as fêmeas são bem maiores e possuem envergadura entre 27a 39 milímetros. O período de incubação dos ovos pode variar de 4 a 6 dias, o estádio larval de 25 a 30 dias e a fase de pupa chega a durar de oito a nove dias.

Assim que as plantas do milho se desenvolvem, as lagartas podem já começam a atacar o cartucho. Os danos avaliados pela Fundação MS mostram que a broca-da-cana forma uma série de furos transversais na lâmina foliar que são parecidos com os prejuízos causados pelo percevejo barriga-verde. Se o dano for mais profundo, a planta terá o ponto de crescimento atingido, o que provoca o sintoma conhecido como “coração-morto”.

Quando as plantas estão mais desenvolvidas, as lagartas ao penetrarem no colmo fazem galerias ascendentes. Porém, assim que as larvas se desenvolvem, os danos se tornam maiores acarretando o  enfraquecimento do colmo, e consequentemente o quebramento. Dados de pesquisas comprovaram que a capacidade de dano médio da praga chega a resultar em perdas de 21 a 27% no rendimento de grãos. Mas, se o ataque ocorrer  nos entrenós próximos à  espiga, o produtor terá prejuízos bem maiores.
 

Métodos de controle da broca-da-cana


O pesquisador Ricardo Barros explica que o tratamento de sementes com inseticidas utilizado para o controle da lagarta-elasmo também é eficaz no controle da broca-da-cana em ataque no início da cultura do milho. Segundo ele, na utilização de inseticidas em pulverização, o uso de inibidores da síntese de quitina pode ser viável se a praga já tiver broqueado o colmo das plantas. Nesta prática, o produtor deve determinar uma boa amostragem da área a fim de identificar ovos e lagartas recém eclodidas da praga.

A Fundação MS relata em seus artigos que o controle biológico na cana-de-açúcar é a principal ferramenta de manejo da broca-do-colmo. Além disso, a utilização de inimigos naturais também é possível na cultura do milho. Para isto, o produtor deve utilizar as táticas de controle da lagarta-do-cartucho.