BRS 269-Buriti, cultivar de algodão desenvolvida para a região Meio-Norte do Brasil

A cultivar tem excelente reação às principais doenças de ocorrência em condições de cerrado. Pode ser recomendada para os produtores que utilizam elevado nível tecnológico

Redação
Manejo

O Programa de Melhoramento da Embrapa Algodão gerou a cultivar BRS 269-Buriti, que foi testada pela Embrapa Meio-Norte no cerrado piauiense e maranhense, nas safras de 2005/2006 e 2006/2007, podendo ser recomendada para os produtores que utilizam elevado nível tecnológico.

Nas avaliações a campo, a cultivar alcançou produtividade média de algodão em caroço de 3.624 quilogramas por hectares (241,6 arrobas por hectares) e de 1.450 quilogramas por hectares (96,6 arrobas por hectares) de algodão em pluma.

Na região Meio-Norte do Brasil, a BRS 269-Buriti apresentou os ciclos de 160 e 170 dias, as plantas iniciam o florescimento em média aos 56 dias, os primeiros capulhos aparecem em média aos 110 dias, com peso médio de capulho de 5,8 gramas e altura média de plantas de 135 centímetros, necessitando a aplicação de 50 a 75 gramas de ingredientes ativos por hectares de regulador de crescimento (cloreto de mepiquat ou cloreto de clormequat).

A cultivar tem excelente reação às principais doenças de ocorrência em condições de cerrado, sendo medianamente resistente à mancha-angular, mosaico-da-nervura, mosaico-comum, ramulose, ramulária e é medianamente susceptível à alternariose. Esse comportamento pôde ser verificado com os resultados das avaliações sob elevada pressão de doenças.

O padrão de fibras da BRS 269-Buriti atende às exigências dos mercados interno e externo, com fibras de comprimento médio entre 29 milímetros e 32 milímetros, destacando-se sua excelente resistência (30 a 34 gramas força por textura). Apresenta rendimento de fibras entre 39,5 % e 41 % e micronaire entre 3,8 e 4,3. Seu índice médio de fiabilidade é entre 2.300 e 2.500, indicando a obtenção de fibras e fios de alta qualidade.

Quanto ao plantio da BRS 269-Buriti no Cerrado sudoeste piauiense e sul maranhense, deve-se fazê-lo entre 20 de novembro a 31 de dezembro. Já no Cerrado leste maranhense, a semeadura deve ser realizada no mês de fevereiro. Para a região Centro-norte piauiense, o plantio deve ser realizado no mês de janeiro.
 
Em relação ao espaçamento e densidade, as recomendações são 85 centímetros a um metro entre fileiras e sete a oito plantas por metro linear. Deve-se iniciar a aplicação de regulador de crescimento com altura de planta de 30 centímetros. Devem-se utilizar também doses crescentes de regulador de crescimento, necessitando-se de 50 gramas a 75 gramas (total) de cloreto de mepiquat ou cloreto de clormequat para que as plantas tenham entre 1,20 metros e 1,30 metros na colheita.

Para o controle de pragas, indica-se a utilização do manejo integrado de pragas (MIP), considerando-se a necessidade de controle de pulgões e mosca branca em níveis de 20% a 30% de plantas com colônia. Para as demais pragas, utilizar os níveis sugeridos para o MIP.

Sobre o combate às doenças, deve-se efetuar o controle da ramulária e da ramulose quando do aparecimento dos primeiros sintomas.

Para mais informações sobre a BRS 269-Buriti, acesse o documento em anexo.