BRS 655 é uma das cultivares de sorgo apresentadas no Show Rural

Há um ano no mercado, semente da Embrapa se adapta a todas as regiões do País

Nivea Schunk
Sementes e Mudas

Considerando que a proporção de grãos determina a qualidade na composição da silagem, a BRS 655, lançada há um ano pela Embrapa Milho e Sorgo, exibe um desempenho produtivo bastante satisfatório. A cultivar, que integra a exposição durante a edição 2010 do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), reúne atributos fitotécnicos de alta tolerância às doenças, gerando uma boa quantidade de folhas sadias para compor o volume massa. 

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O analista e engenheiro Agrônomo Marco Aurélio Noce conta que, a exemplo da grande maioria das variedades de sorgo do mercado, o híbrido também é resultado do cruzamento entre duas linhagens de sorgo com características complementares, disponíveis no banco de germoplasma da Embrapa, atualmente com cerca de seis mil registros.

— Diferente dos grãos de milho protegidos pela palha, os grãos de sorgo ficam visíveis e expostos à ação predadora dos pássaros, prejudicando o teor da silagem. Nesse caso, um dos grandes diferenciais é que a BRS 655 não é a preferida dos pássaros, que possivelmente atacarão outras espécies — explica ele.

Com a adoção das técnicas tradicionais de manejo e tratos culturais adequados, o material bastante sadio normalmente dispensa o controle químico de enfermidades nas lavouras. O analista informa ainda que, respeitando a melhor época de cultivo das regiões, o híbrido é recomendado para todo Brasil.

— Aqui para o Sul, por exemplo, a indicação é para a safra e não para safrinha, porque o plantio deve ser  feito no período mais quente do ano — reitera Noce.