De fruto vermelho amarelado, a BRS-Andirá está entre os produtos vindos do melhoramento genético desenvolvido pela Embrapa para a guaranaicultura. Genuinamente brasileiro, pois é nativo da Amazônia, durante vários séculos o guaraná foi utilizado pelas civilizações indígenas, por ter propriedades estimulantes e medicinais.
No Brasil, os produtores de guaraná, além do Amazonas, são Pará, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Bahia. Juntos, estes estados somam 15.356 hectares de área plantada em todo o País, atingindo uma produção anual de 2.989 toneladas de semente seca. Em média, o rendimento nacional está na ordem de 229 kg/ha.
A Embrapa Amazônia Ocidental já lançou outras 12 cultivares do guaranazeiro (Paullinia cupana var. sorbilis) para o plantio comercial no Estado do Amazonas. Para o lançamento da Andirá, a pesquisa foi feita de forma continuada, com avaliações preliminares por sete anos e ensaios na rede estadual por outros sete anos.
Os produtores encontrarão na Andirá uma alta produção: 1,40 kg de sementes secas por planta ao ano, o que representa uma produtividade de 560 kg/ha de frutos. Visto a produtividade divulgada pelo IBGE em 2008 ser de 200 kg/ha no Amazonas, haverá incremento na produtividade em torno de 180% e 337%, pois a nova cultivar pode chegar a 875 kg/ha de produtividade.
Com relação à antracnose, a Andirá apresentou alta resistência, estável e previsível. E resistência completa frente à hipertrofia da gema floral e da gema vegetativa e à galha do tronco. Outra característica vista na pesquisa, foi o teor de cafeína de 4,2%.