A produção de suco de uva nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, até bem pouco tempo, baseava-se em três cultivares: Isabel, Concord e Bordô. Em razão dessas cultivares não se adaptarem a climas quentes, a expansão do cultivo de uvas para suco ficou impedida nas regiões tropicais do País.
Para uma melhoria da qualidade do suco de uva na região Sul do Brasil, uma nova cultivar de ciclo tardio foi lançada - BRS Carmem. Segundo a Embrapa Uva e Vinho, em 1994 foram obtidas 47 plantas que foram plantadas na área experimental da Embrapa Uva e Vinho. Após várias avaliações em alguns estados, entre os anos de 1999 a 2007, os dados obtidos revelaram a boa produtividade e adaptação da BRS Carmem nas regiões da Serra Gaúcha e no Norte do Paraná.
Considerada uma cultivar de ciclo tardio, a BRS Carmem é uma cultivar vigorosa, com excelente desenvolvimento vegetativo, o que facilita a formação das plantas no ano do plantio. Outra característica presente é a fertilidade de gemas, com dois cachos por ramo. Por outro lado, a fertilidade é menor nas gemas basais, sendo recomendável a poda mista com varas de seis a oito gemas para a produção, e esporões de uma a duas gemas para a formação de ramos que serão úteis na poda seguinte.
Sua brotação ocorre em meados de setembro, na Serra Gaúcha, após uma semana da brotação da cultivar “Isabel” que após dez dias de sua colheita inicia-se a colheita da BRS Carmem. No Paraná, a brotação é na mesma época, mas, a maturação da uva é antecipada, sendo a colheita realizada por volta do dia 10 de fevereiro.
Quanto às doenças, a cultivar é resistência ao míldio, oídio e à podridão cinzenta do cacho. Para o controle dessas doenças, os pesquisadores recomendam que se utilize tratamentos utilizados na cultura da Niágara Rosada.
Saiba mais sobre a cultivar BRS Carmem
Características e particularidades da BRS Carmem – cultivar de uva