O projeto da Embrapa Amazônia Ocidental na área de melhoramento genético da bananeira se intensificou a partir de 1998, com a chegada da sigatoka negra aos bananais brasileiros. De acordo com o pesquisador José Clério Rezende Pereira, os ensaios partiram do cruzamento de espécies internacionais e linhagens desenvolvidas na Embrapa Mandioca Fruticultura, em Cruz das Almas, na Bahia.
— O princípio é beneficiar pequenos e médios produtores, desenvolvendo cultivares resistentes à sigatoka negra, amarela e ao mal do Panamá. Essas doenças são as que mais afligem as nossas lavouras de banana — revela Pereira.
A metodologia consistiu também na avaliação dessas variedades quanto à produtividade e aceitação comercial. Após a constatação da combinação ideal de caraterísticas e a realização dos experimentos de campo em oito estados das regiões sul, sudeste e nordeste, a BRS Conquista não decepcionou.
Até aqui, a nova variedade da Embrapa vem reiterando sua linearidade de produção e alto potencial de mercado. Testes de degustação conduzidos em Campinas, interior paulista e no Centro de Entrepostos e Armazéns de São Paulo (Ceagesp) foram bastante satisfatórios.
Ensaios recentes na região sul confirmaram a vocação para plantio também em regiões mais frias. A BRS Coquista apresenta tolerância a chilling, danos fisiológicos causados pela exposição da planta à baixas temperaturas.
A comercialização de mudas começou em 2009 e o fruto deve estar disponível em escala comercial até fevereiro de 2010.