BRS Conquista: Nova Cultivar de Bananeira para o Agronegócio da Banana no Brasil

Nova cultivar de bananeira é mais resistente à sigatoka-negra e ao mal-do-panamá.

Rosália Silva
Fruticultura

Uma bananeira mais residente às doenças. Esta foi o resultado de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Amazônia Ocidental que deram origem a uma nova cultivar de bananeira. Ela foi registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com o nome de BRS Conquista.

Entre os principais ataques ao plantio de bananas estão a sigatoka-negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, e o mal-do-panamá, provocado por outro fungo, o Fusarium oxysporum fsp. cubense. Ambos resultam em grandes perdas para o produtor.

Durante a avaliação, feita em Manaus (AM), a nova planta mostrou resistência frente a esses dois males e, também, contra a sigatoka-amarela. E ainda teve como vantagem a alta produtividade: pode-se atingir 48 toneladas por hectares por ano, em estande de 1.666 plantas por hectare.

Os pesquisadores José Clério Rezende Pereira e Luadir Gasparotto escolheram uma forma mais sustentável de controle das doenças, que foi a utilização de cultivares produtivas e com resistência mais estável.

Desde 1998, a Amazônia Ocidental seleciona e avalia espécies mais resistentes e de boas características agronômicas e econômicas para pequenos e médios produtores. A expectativa é de que devido às características comercias da BRS Conquista, ela contribua para o agronegócio da banana no Brasil.

Quando madura, a BRS Conquista apresenta casca de coloração amarelo-clara, polpa de cor creme, bom equilíbrio entre açúcares/ácidos e aroma agradável, bastante marcante, e, sobretudo, rendimento elevado em função da alta relação polpa/casca. O estudo mostra que o número médio é de 13 pencas por cacho e, em cada cacho, aproximadamente de 326 frutos. Clique aqui e saiba mais sobre a BRS Conquista.