A implementação de variedades desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento de Milho para o nordeste brasileiro mudou a realidade dos produtores locais. Coordenadas pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, as pesquisas apontam para o lançamento de um novo material no primeiro semestre de 2010.
Os tradicionais experimentos de campo com repetições são conduzidos em todos os estados nordestinos. O propósito é observar diversas linhagens e alguns híbridos a fim de aferir o comportamento do material nos diferentes ecossistemas regionais.
O viés principal é beneficiar as pequenas propriedades de agricultura familiar, basicamente inseridas no agreste e em parte do sertão. Com regime de chuvas entre 500 e 800 milímetros, a região trabalha com as BRS Sertaneja, Asa Branca e São Francisco.
Já a BRS Catingueiro tem sido muito bem aceita nas lavouras do sertão, expostas a invernos curtos e clima seco. Entretanto, a introdução da BRS Gorutuba oferece mais uma alternativa ao agricultor sertanejo. De acordo com o pesquisador Helio Wilson, ambas têm características semelhantes.
— A nossa ideia de disponibilizar duas cultivares parecidas é uma questão de segurança com relação às pragas e doenças. A BRS Catingueiro é um sucesso com mais de duas mil sementes plantadas. Temos dados de que as lavouras, que antes produziam 500 quilos por hectare, dobraram seu potencial com os nossos materiais. — explica Wilson.