O melhoramento genético convencional do algodoeiro é a principal atividade da Embrapa Algodão. Nos últimos anos, a empresa tem apostado no algodão colorido como produto diferenciado para algumas regiões. Estudos como este demoram em média de cinco a seis anos para mostrar resultados. Segundo o Dr. Luiz Paulo de Carvalho, pesquisas vêm sendo realizadas para a seleção de novas cultivares de algodão colorido. Atualmente, uma recente cultivar foi lançada pela Embrapa Algodão: a BRS Marfim, uma nova variedade que possui fibra de coloração mais clara que o marrom claro.
— O objetivo dessa linha de pesquisa é expandir o algodão colorido como mais uma alternativa para quem trabalha com indústria têxtil. Já temos o algodão verde, marrom escuro e marrom claro. A nova BRS resultou numa cor marfim, tornando-se mais uma opção para quem trabalha com algodão colorido — declara Carvalho.
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BRS Marfim, algodão colorido em tom diferente dos existentes |
Por meio dos melhoramentos genéticos convencionais, a pesquisa seguiu a metodologia do cruzamento de um material de cor definida com materiais adaptados de fibra branca. Com as linhagens obtidas, selecionou-se então aquelas que apresentaram melhor produção, resistência à doenças e boa fibra. Nos locais onde os experimentos foram conduzidos, no Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia, é comum que as linhagens sejam semelhantes. Segundo Carvalho, a BRS Marfim foi selecionada devido ao destaque que apresentou em relação às demais cultivares.
— Só lançamos uma variedade para o produtor quando temos a segurança de que há adaptação nos vários locais de pesquisa. A BRS Marfim será lançada como nova cultivar em razão de ter apresentado boa adaptação — garante o pesquisador.
Outras pesquisas já estão em andamento para obtenção de novas cores como laranja, lilás e roxa, seguindo a mesma linha de trabalho da BRS Marfim.
