Que tal uma feijoada com mais feijão preto produzido no Brasil? Atualmente o País importa cerca de 100 mil toneladas do produto, pois a produção não atende à demanda de consumo interno, especialmente da região Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Com essa perspectiva, a Embrapa Cerrados, lançou uma nova cultivar de feijão-preto, a BRS Supremo, indicada para plantação no Distrito Federal. Caracterizada por seu porte ereto e elevado potencial produtivo, possui resistência à ferrugem, ao mosaico-comum e a quatro patótipos do fungo causador da antracnose. Ela ainda demonstrou boas qualidades culinárias, além de uniformidade de coloração e de tamanho de grão: leva 31 minutos para o cozimento e apresenta caldo marrom-chocolate.
De acordo com os agrônomos Wellington Pereira de Carvalho e Julio Cesar Albrecht, a BRS Supremo originou-se do cruzamento biparental entre W22-34 e VAN163, realizado na Embrapa Arroz e Feijão em 1988.
Em comparação com a média das testemunhas, em kg/ha, o rendimento relativo de 102% no período das “águas” e de 111% sob condições de irrigação no período de “inverno”. Comparada à BRS Valente e à Diamante Negro, esta nova cultivar apresentou porcentagem superior de proteína, de produtividade e de peso da massa dos grãos.
Para o produtor desta região do Brasil, é uma opção a quem se interessa em produzir feijão de tipo de grão preto sob condições de sequeiro, no período das "águas", e sob condições de irrigação, no "inverno”. Por possuir porte de planta ereto, com alta produtividade em qualquer sistema de produção e resistente a essas principais doenças do feijoeiro, a Supremo possibilita a colheita mecanizada.