Búfalo da soja: descrição e controle da praga

Apesar de causar sérios danos de desfolha nas plantas, ainda não há produtos registrados para o controle do búfalo da soja. A Fundação MS descreve os danos e dá alternativas para o controle.

Pedro Zuazo
Pragas

O búfalo da soja adulto é caracterizado por uma face triangular, com o canto inferior pequeno e os cantos superiores bem desenvolvidos, e por apresentar três pares de pernas resistentes. Ele também possui asas que servem para voos curtos e para proteção. A ninfa é marrom-esverdeada e se confunde ao solo. Após a eclosão dos ovos, a praga se instala no colo da planta.

Os ovos são depositados no solo e a incubação dura entre cinco e oito dias, em função da alta temperatura do solo. Após a eclosão, a ninfa passa por quatro ou cinco estágios durante duas a três semanas. Os adultos alados, com grande poder de disseminação para outras áreas, migram para outros campos para a postura. Quando não controlada, a praga pode se reproduzir por três ou quatro gerações em um ciclo.

Danos das ninfas
A partir do segundo estágio as ninfas começam a danificar as hastes da soja, sugando a seiva da planta. Os danos têm maior incidência em caules novos e, na fase reprodutiva, nos caules secundários, pecíolos e ramos jovens. A praga pode atingir a periferia do caule, causando um anelamento da casca da planta, ou o floema, ocasionando a perda de energia, a entrada de microorganismos e a morte antes da maturação fisiológica. Para não confundir a praga com o tamanduá-da-soja, a lagarta elasmo ou a lagarta-rosca, é essencial identificar o dano corretamente.

Danos dos adultos
O búfalo da soja adulto age principalmente como desfolhador, através de seu desenvolvido aparelho bucal. Com um resistente estilete, a praga ataca as plantas em vários estágios de desenvolvimento, gerando danos semelhantes aos da cigarrinha Ceresa sp.

Controle
Em artigo publicado, a Fundação MS aponta que não existem produtos registrados para o controle deste inseto. Entretanto, o controle pode ser bem sucedido com a utilização de produtos comuns no combate a percevejos, tamanduá-da-soja e cigarrinhas. No caso de alta infestação, é recomendado ao produtor fazer baterias de controle.