Um simpósio sobre o projeto de obtenção de cultivares de café, próprias para colheita mecanizada, integra a edição 2010 da Expocafé. Conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o projeto conta com a parceria da Universidade Federal de Lavras (UFLA). A fazenda experimental de Três Pontas (MG) abre as portas, no próximo dia 15 de junho, para mostrar os progressos da pesquisa nos últimos quatro anos. A perspectiva é que a capacidade de adaptação operacional aos equipamentos modernos e outras características agronômicas favoráveis estejam reunidas numa variedade dentro de quatro a seis anos.
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Chefe de pesquisa da unidade regional Epamig Sul de Minas, Gladyston Carvalho analisa que, em pouco tempo, com os avanços tecnológicos, atributos de alta produtividade, resistência e maturação precoce não serão suficientes para garantir a sustentabilidade da cafeicultura. Além de primar por materiais que propiciem a retirada de frutos maduros, preservando os verdes no pé, os estudos também buscam medir a eficiência de derriça e desfolhamento, bem como reduzir a bienalidade e o índice de danos do processo.
— Temos campos de produção de sementes cultivados com variedades potenciais, tanto novas quanto já recomendadas, na fazenda São Sebastião do Paraíso e em propriedades particulares, situadas na região de Lavras. Estamos estendendo a outras localidades para acompanhar a influência do clima na maturação, desprendimento e queda de folhas. Observações acerca da tolerância à ferrugem e qualidade do café em relação à mecanização também vêm sendo feitas. Já concluímos metade do objetivo e ao final devemos indicar pelo menos duas ou três cultivares — afirma.
Com apoio do Consórcio Pesquisa Café, os ensaios com as derriçadoras portáteis vão se intensificar e beneficiar o crescente mercado da agricultura familiar e cafeicultura de montanha. Testes iniciais demonstram que variedades responsivas às automotrizes ou tracionadas, em sua grande maioria não se aplicam às máquinas de pequeno porte.
— Este ano, na Expocafé, divulgaremos resultados parciais e tendências. Há, ainda, dissertações de mestrado e teses de doutorado sendo publicadas pela UFLA. O interesse de algumas instituições públicas e privadas em participar do programa pode fomentar a expansão das ações e acelerar as conclusões— diz ele.