Cafeicultores mobilizados por certificação

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizou, em 2008, parceria com a Rainforest Alliance, uma das maiores certificadores socioambientais do mundo

MAPA
Manejo

A região do Cerrado Mineiro ganhou destaque no cenário nacional tanto pela alta qualidade de seus grãos, quanto pela ousadia com que busca diferenciação e alternativas para a atividade. Produtora há pouco mais de 40 anos, a região tem a primeira indicação geográfica de café registrada no país. Composta por planaltos que apresentam clima tropical de altitude, com verões chuvosos e invernos secos, oferece condições ideais para o cultivo de cafés naturais de alta qualidade. Os cafés são encorpados com aroma e doçura intensos.

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizou, em 2008, parceria com a Rainforest Alliance, uma das maiores certificadores socioambientais do mundo. Os produtores interessados na certificação agrícola precisam cumprir a Norma da Agricultura Sustentável, que é um documento concedido pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) e pela Rede de Agricultura Sustentável (RAS). A certificação Rainforest Alliance compreende a adequação dos sistemas de produção, da biodiversidade e a melhoria socioeconômica nas regiões onde as propriedades estão inseridas.

Roberto Firmino de Oliveira, cafeicultor há mais de 20 anos, é um dos interessados na certificação e, por conta disso, está trabalhando para atender às exigências em sua propriedade, localizada a 20 quilômetros de Carmo do Paraíba, no Cerrado Mineiro. Para classificar seu produto, técnicos do Núcleo de Rio Paranaíba, da Cooperativa Regional de Cafeicultores (Cooxupé), em Guaxupé (MG), acompanham a produção. Com isso, o produto comercializado passa a utilizar o selo e consegue alcançar um ágio diferenciado de preços nos mercados interno e externo.

A expectativa de Roberto é oferecer um café de qualidade tendo em vista que o consumo aumentou muito. “O consumidor estrangeiro exige a certificação Rainforest, por isso, a gestão da minha propriedade está sendo adequada às exigências da legislação nos aspectos social, econômico e ambiental”, explica.

O produtor com interesse em obter esta certificação deve reconhecer e estimular a agricultura responsável, garantindo o cumprimento de aspectos sociais, ambientais e econômicos na propriedade. (Inez De Podestà)