Cafeicultores são orientados quanto a uso eficiente de água

Curso leva agricultores a refletir sobre forma mais eficiente de uso da água na propriedade

Tatiana Caus, Incaper
Manejo
Cafeicultores do município da Serra, ES, participaram na última semana de um curso de manutenção em sistema de irrigação. O objetivo principal foi fazer os agricultores refletirem quanto à forma mais eficiente de uso da água na propriedade, visando à economia dos recursos hídricos.
 
A iniciativa foi uma realização do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), da Secretária Especial de Agricultura, Agroturismo, Aquicultura e pesca do município e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
 
No curso, que foi ministrado pelo chefe do escritório local do Incaper no município, Joelson Sutil Jesus Ferreira, e pelo engenheiro agrônomo do Senar, Helder Lopes Peixoto, os agricultores puderam avaliar a aplicabilidade da irrigação por aspersão e localizada, na propriedade de alguns cafeicultores.
 
A irrigação por aspersão é muito utilizada na produção de hortaliças. Neste tipo de irrigação, a água é lançada sob pressão, em forma de gotas, imitando a chuva, molhando por completo a área e demanda um maior volume de água.
 
Já a irrigação localizada é utilizada em culturas perenes e semi-perenes como café, mamão, tomate, coco, banana, entre outros. Neste caso, a água é lançada, sob pressão, próxima às raízes das plantas, com pequenas vazões e pequenos intervalos de tempo. Isso possibilita a verificação da quantidade correta de água para a cultura implantada, o que promove menor desperdício. Portanto, é o sistema considerado de maior eficiência na agricultura.
 
A partir dos diálogos, chegou-se à conclusão de que existem produtores locais que desperdiçam água e eletricidade ao irrigar. “Eles não tinham conhecimento de ferramentas como o cálculo do tempo de irrigação, que permite avaliar a quantidade correta de água a ser aplicada em sua lavoura”, explicou Joelson.
 
 Os agricultores também foram orientados, na prática, a avaliar a necessidade de irrigação, que é a verificação da quantidade de água já fornecida à planta, que é conhecida como "capacidade de campo".