Camarões marinhos cultivados em água doce demonstraram índices promissores de crescimento em Santa Catarina. Com adição de sais minerais à água doce, os crustáceos atingiram um peso médio de oito gramas em menos de 50 dias. Conduzido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado (Epagri), o projeto piloto foi implementado no Campo Experimental de Piscicultura de Camboriú (CEPC/CEDAP).
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Pesquisador integrante da equipe, Giovanni Lemos de Mello menciona que os tanques que apresentaram melhor desempenho registraram até 90% de sobrevivência.
— As experiências com o camarão branco do pacífico em água doce já existem em várias partes do mundo, inclusive na região Nordeste do Brasil. Fizemos análises prévias da nossa água doce para corrigir as deficiências iônicas. Utilizamos duas concentrações e cinco tipos de sais, baseados em formulações sugeridas por pesquisadores de vários países — revela.
Mello explica que, encerrada a primeira etapa dos experimentos, a fase seguinte contemplará observações acerca do custo produtivo da atividade e está prevista para começar em outubro. De acordo com ele, o lançamento de um pacote tecnológico de produção de camarão nesse sistema exigirá uma série de outros estudos.
— Aqui no Estado, o camarão é produzido apenas nos meses de verão. Então, teremos mais testes para comprovarmos a viabilidade econômica em escala comercial. Precisamos ter segurança quanto ao processo de adição de sais. A publicação dos primeiros trabalhos científicos deve começar em 2011 — ressalta.
Com o desenvolvimento dessas técnicas, o camarão poderia ser produzidos próximo a grandes centros consumidores afastados do litoral, como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília, garantindo o acesso do consumidor final a um produto de melhor qualidade. Essa realocação da atividade, além de reduzir bastante os custos com logística, seria uma alternativa para geração de trabalho e renda.
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