Uma das formas de aproveitamento da cana, que não tão comum, é como fonte para alimentação animal. Capaz de reduzir os custos do produtor, a cana conta com boa quantidade de açúcar, transformado em energia no organismo. A utilização da cana na alimentação animal é um dos temas abordados no Dia de Campo Cana-de-Açúcar para alimentação bovina e produção de cachaça, que acontece no dia 10 de junho na Fazenda Experimental da Epamig ( Empresa de Pesquisa e Agropecuária de Minas Gerais) em Itabira, Minas Gerais. Segundo Karina Toledo, pesquisadora da Epamig, a cana é, sobretudo utilizada no período de seca, pois é um período onde ocorre escassez de forragem. Nesse período, ela afirma que a cana conta com melhor qualidade e maior quantidade de açúcar, aproveitado como energia pelo animal.
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— A cana pode ser utilizada na forma in natura. Ela deve ser colhida, picada e, em seguida, fornecida ao animal. A forma mais tradicional é utilizada com adição de ureia mais sulfato de amônio em uma proporção de 9 para 1. Usamos a ureia para obter um efeito adicional de nitrogênio e o sulfato de amônio para aumentar a quantidade de enxofre que também é utilizado pelos microorganismos ruminais — diz Karina.
De acordo com ela, outra forma de aproveitamento é utilizar a cana ensilada. Nesse caso, é necessário utilizar aditivos, pois como ela tem uma matéria seca muito baixa, é preciso ter controle na qualidade para não ocorrer fermentação alcoólica e estragar o alimento.
— Já os cuidados na hora do fornecimento seriam em relação à abertura dos silos. Devemos tomar cuidado com a questão da fermentação aeróbica, que ocorre assim que se abre o silo. Por isso, deve ser usado o aditivo, pois além de manter o padrão da fermentação, ele também produz ácido acético, importante também na hora da abertura da silagem, diminuindo sua degradação — fala.
A pesquisadora acrescenta ainda que esse tipo de alimentação pode beneficiar o produtor, já que a cana de açúcar é mais barata. Ela afirma que, na época da seca, como não há volumoso no pasto, é preciso oferecer outro. É aí que a cana-de-açúcar se enquadra como uma excelente alternativa.
Suplementação
Karina explica também que, como a cana é pobre em proteínas, deve-se lançar mão de concentrados para a suplementação, melhorando os ganhos por animal. Através de resultados de pesquisas, a pesquisadora diz que a EPAMIG incluiu a utilização de minerais junto com essa mistura da cana. Com isso, além de consumir uma quantidade adequada de minerais, o animal acrescenta também nitrogênio no organismo.
— Esses minerais foram intitulados Nitro-Mineral Epamig Cana, onde são oferecidas quantidades de 14g para cada quilo dos animais. Essa mistura conta com 55% de ureia, 6% de sulfato de amônio, 14% de sulfato de cálcio e 20% de sal mineral e 5% de sal comum. Para ter um aproveitamento melhor para o animal, o concentrado tem uma fonte natural de proteínas com 83% de farelo de soja, 5,2% de ureia, 0,6% de sulfato de amônio, 1,2% de calcário, 2% de fosfato de cálcio, 6,4% de sal mineral e 1,6% de sal comum. Esse concentrado é oferecido a 50g para cada quilo de cana picada — conta.
Para mais informações, basta entrar em contato com a EPAMIG através do número (31) 3489-5000.
