É na época da seca que o pecuarista mais sente a necessidade de suplementar a alimentação, seja do rebanho de leite ou de corte. Para reduzir os efeitos da estacionalidade da produção de forragem durante o ano, as leguminosas são alternativas viáveis e que asseguram um bom padrão alimentar aos animais.
Segundo pesquisadores da Embrapa Roraima, além de apresentarem alto conteúdo protéico, melhor digestibilidade e maior resistência ao período seco, essas plantas contribuem com a fertilidade da área, pois fixam nitrogênio da atmosfera e o incorporando ao solo. As leguminosas ainda podem ser utilizadas para produção de feno ou farinha para aves e suínos.
Com melhores rendimentos de produtividade, forragem, dispersão e palatabilidade, a leucena foi a leguminosa forrageira que mais se destacou na Amazônia Ocidental.
Originária da América Central, dessa planta pode-se produzir também madeira, carvão vegetal, ou utiliza-la para sombreamento, quebra-vento e cerca-viva. Já em solos férteis, em plantas bem noduladas, a capacidade de fixação de nitrogênio pode atingir 500 quilos por hectare ao ano. Da sua associação com as micorrizas arbusculares, as raízes conseguem absorver mais nutrientes, especialmente o fósforo.
A pesquisa mostra que nas condições edafoclimáticas de Roraima, as cultivares de leucena mais indicadas são Texas, Cunninghan, CPAC 24/19, CPAC 11x25 e CPAC 11x26.
Porém, os autores explicam que devido à alta aceitabilidade pelos ruminantes, o produtor deve tomar cuidado para evitar o consumo exagerado da planta. O consumo é de no máximo 30% de leucena em relação ao total ingerido diariamente, ou 3% de leucena em relação ao peso vivo de bovinos, caprinos, bubalinos e ovinos. Por serem animais mais sensíveis, não é recomendado para eqüinos e asininos.