Um vinho de estilo jovem que pode ser consumido a partir da sa elaboração até cerca de três anos após. A BRS Margot apresenta característica organolépticas de vinho Vitis vinifera – vinhos finos. Porém, em virtude do elevado potencial alcoólico, o vinho BRS Margot também pode ser utilizado em corte com vinhos Vitis labrusca – vinho de consumo popular e preços competitivos. Segundo os pesquisadores, isto ocorre para melhoria do teor alcoólico natural, agregando fineza.
Durante as safras de 2004, 2005 e 2006, a cultivar foi utilizada para elaboração do vinho tinto de mesa em escala semi-industrial, na Embrapa Uva e Vinho. Entre os processos de vinificação adotados foi feito o esmagamento e desengaçamento da uva, vinificação em tanques verticais de aço inoxidável com controle de temperatura, maceração de oito dias entre outros.
Após as três safras, os pesquisadores concluíram a capacidade da uva em gerar vinhos de qualidade em diferentes condições climáticas. Mesmo apresentando variações de ano para ano, os vinhos elaborados nas três safras apresentaram perfil sensorial semelhantes.
Além disso, eles apontaram as principais característica sensoriais dos vinhos. A primeira delas foi quanto ao aspecto visual em que o vinho 2004 apresentou um início de transformação do matiz violeta para marrom-alaranjado ao final de 2006. O aroma do vinho lembra pequenas frutas vermelhas, além de ter apresentado ausência de aroma foxado com característica de vinho de uvas 100% Vitis vinifera. Quanto ao sabor, foi observado que o vinho BRS Margot possui bom equilíbrio em boca, acidez e adstringência moderadas, ausência de amargor, retrogosto agradável e persistência média dos sabores.
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