Um estudo feito recentemente pela Embrapa Caprinos e Ovinos comparou o modelo atual do Sistema de Produção Agrossilvipastoril (SAF Sobral) ao modelo convencional que utiliza mínima tecnologia para produção de carne. O resultado foi positivo e comprovou que a nova tecnologia proporciona uma lucratividade de quase 30%. Para a Embrapa, adotar o sistema com a manipulação da caatinga, conservação de forragens e dos recursos naturais, se associada ao cultivo de culturas alimentares, significa contribuir para a geração de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem no semi-árido brasileiro.
Segundo a Embrapa, os custos de implantação de um sistema de produção agrossilvipastoril estão orçados em cerca de 850 reais por hectare. Já os impactos sociais, o uso da mão-de-obra em diversas atividades possibilita a integração dos gêneros na divisão de tarefas. Vale destacar que os impactos ambientais foram resultados positivos em razão do SAF Sobral promover a melhor convivência do complexo de unidade produtiva-familiar com as instabilidades climáticas do semiárido brasileiro.
A nova tecnologia aumentou a produtividade agrícola em 260% em relação à média do Ceará e da pecuária em 750%. Outras vantagens que o novo sistema apresentou foram: sustentabilidade da produção, incremento e estabilidade da renda familiar, redução da prática da agricultura itinerante do desmatamento e das queimadas, e aumento da oferta do milho, mandioca, carne e leite. Especialistas orientam que na nova tecnologia algumas mudanças ocorrem com relação às práticas agropastoris em uso no semiárido brasileiro. Destacam-se, entre elas, não utilizar fogo, substituir o desmatamento pelo raleamento com a preservação de árvores e arbustos e manejo florestal.
Saiba mais sobre o assunto