O sulfentrazona é considerado um dos herbicidas mais utilizados nas principais culturas do estado de São Paulo. Em razão da contaminação de seus compostos orgânicos no meio ambiente, alguns estudos já foram feitos, como por exemplo, o envolvimento de microrganismos capazes de metabolizar esta molécula. De acordo com a Embrapa Meio Ambiente, já existem informações sobre o envolvimento dos microrganismo na degradação da sulfentrazona, mas não há relatos sobre as espécies envolvidas nesse processo. A partir disto, os pesquisadores da instituição realizaram uma pesquisa com intuito de isolar e identificar microrganismos potencialmente degradadores do herbicida sulfentrazona.
O experimento foi feito com três solos representativos: latossolo vermelho escuro, latossolo vermelho-amarelo e argissolo vermelho-amarelo, todos de regiões que usam o sulfentrazona no Brasil. Em solos que não apresentavam histórico do herbicida foram realizadas aplicações em meio de cultura suplementados com 0,7 microgramas por grama de sulfentrazona. Depois do período de incubação, os pesquisadores isolaram os microrganismos resistentes e/ou degradadores do herbicida. Os pesquisadores diluíram o solo em série e alíquotas foram plaqueadas em meio de cultura mínimo com suplementação do herbicida na mesma concentração. As colônias que cresceram foram então isoladas e cultivadas em meio de cultura mínimo líquido suplementado com concentrações crescentes de sulfentrazona.
Verificou também que após três repicagens, os microrganismos foram plaqueados e purificados em meio mínimo sólido. Quanto a identificação dos fungos, os pesquisadores basearam-se em características como coloração e submeteram-os à miscroscopia óptica. Para facilitar a identificação, algumas linhagens foram submetidas à microscopia eletrônica de varredura. As bactérias potenciais degradadoras de sulfentrazona foram identificadas como Nocardia brasiliensis, Acinetobacter calcoaceticus, Rhizobium radiobacter, Ralstonia pickettii e Methylobacterium radiotolerans. Já os fungos isolados e identificados como potenciais degradadores deste herbicida pertencem aos gêneros Cladosporium sp., Eupenicillium sp., Paecilomyces sp., Penicillium sp., Chrysosporium sp. e Metarrhizium sp.