Consumida in natura, no caso do fruto doce, utilizada pela medicina ou para ornamentação, pesquisas entre os anos de 2005 e 2008, estudaram melhor o maracujá. O objetivo é conservar e caracterizar as espécies silvestres e comerciais de maracujazeiros nativas e espontâneas no bioma Cerrado para que sejam utilizadas em programas de melhoramento genético, como porta-enxertos visando à resistência às doenças que diminuem o valor comercial, a produtividade e a longevidade da cultura.
Realizada pela Embrapa Cerrados e Universidade de Brasília (UnB), a perspectiva agora é a casa telada, que abrigará o banco de germoplasma "Flor da Paixão", o maior do mundo em quantidade de acessos e número de espécies.
Com a continuidade das pesquisas, também se espera ampliar a obtenção de híbridos interespecíficos utilizando os marcadores moleculares para confirmar a fecundação cruzada necessária à obtenção dos materiais. Até o momento, a combinação de matrizes selecionadas permitiu a obtenção de híbridos promissores e que estão sendo testados em diversas regiões do Brasil.
Para diversificação dos sistemas produtivos, os pesquisadores continuarão a seleção de genitores, cruzamentos direcionados, avaliação e seleção do maracujazeiro-azedo, maracujazeiro-doce e, também, de espécies silvestres.
A pesquisa seguirá por mais quatro anos, e os autores querem desenvolver variedades de maracujazeiro-azevedo produtivas e com resistência múltipla a doenças por meio de programas de melhoramento genético. Atualmente, o pequeno número de cultivares disponíveis para os produtores amplia a vulnerabilidade às pragas. Para saber mais sobre essa pesquisa que envolve o melhoramento genético do maracujá, consulte o documento em anexo.