A identificação rápida e acurada de uma espécie de cochonilhas (Hemiptera:Pseudococcidae) constitui o passo fundamental na geração de medidas de convívio. A caracterização molecular das populações de Planococcus minor que infestaram o algodoeiro permitiu o reconhecimento da espécie predominante, através da captura de insetos em campos de produção de algodão nas cidades de Patos e Campina Grande (PB) e Barbalha (CE).
Os índices de variabilidade genética revelaram diversidade maior na população de Patos e menor na de Barbalha. A diferenciação genética entre as populações foi maior entre Patos e Barbalhas e menor entre Patos e Campina Grande. Os resultados parcialmente obtidos possibilitaram afirmar que, a partir dos marcadores RAPD, foi possível determinar a divergência genética de populações de P. minor provenientes das diferentes áreas.
As cochonilhas constituem-se em importante praga devido à sua habilidade em utilizar um amplo número de espécies vegetais como hospedeiro. Os insetos sugam a selva das plantas e, em grandes infestações, podem causar o seu definhamento, levando-as à morte. Eles foram armazenados, desproteinizados, centrifugados e retirados os sobrenadantes. Os DNAs foram observados, testaram as reações de PCR, usaram 20 oligonucleotídeos 10-mer da série Operon Technology e a amplificação foi realizada em um termociclador, além da posterior realização da eletroforese.
Os produtos foram observados sob luz UV e fotodocumentados. Dos 20 primers da série E inicialmente testados, seis primers (OPE-6, OPE-7, OPE-12, OPE-14, OPE-15 e OPE-20) foram escolhidos para testes de reprodutibilidades. Desses, os OPE-7, OPE-12 e OPE-15 foram usados por apresentarem melhor eficiência de amplificação e reprodutibilidade. Os primeiros OPE-7, OPE-12 e OPE-15 geraram 13, dez e 11 fragmentos, totalizando 34 bandas analisadas, e possibilitando a identificação de fragmentos variando entre 300 e 4.300 pb.