Caracterização molecular para o melhoramento da cultura do feijão

Embrapa Arroz e Feijão estuda caracterização molecular de grupos de genótipos de feijoeiro comum do Banco Ativo de Germoplasma e avalia a variabilidade genética para formação de uma coleção nuclear de germoplasma

Redação
Melhoramento genético

A Embrapa Arroz e Feijão realizou um estudo para a caracterização molecular de grupos de genótipos de feijoeiro comum do Banco Ativo de Germoplasma do centro de pesquisa, o que permitiu uma avaliação do nível de variabilidade genética existente para fins de formação de uma coleção nuclear de germoplasma. Esta deve representar grande parte da diversidade genética armazenada nas coleções completas, com um número reduzido de acessos (amostras). Para tanto, a seleção de genótipos deve seguir uma metodologia que minimize a duplicidadade ou a semelhança entre materiais.
 
Nesse sentido, conforme a Embrapa Arroz e Feijão, o uso de marcadores moleculares do tipo microssatélite é bastante adequado. Adicionalmente, essa classe de marcadores é considerada ideal à caracterização molecular de recursos genéticos, já que são marcadores codominantes, abundantes, multialélicos e altamente polimórficos.
 
Na Embrapa Arroz e Feijão, foi empreendida a caracterização genotípica de dois grupos de acessos de feijoeiro comum do Banco Ativo de Germoplasma do centro de pesquisa: um proveniente de coletas realizadas no Brasil e outro de materiais introduzidos de programas de melhoramento nacionais e internacionais.
 
Ao todo, foram avaliados, com 23 marcadores do tipo microssatélite, 211 acessos de feijoeiro comum, sendo 176 derivados de introduções e 35 representantes de variedades tradicionais. A análise possibilitou a identificação de acessos com maior divergência genética e também genótipos com perfil genético similar. Além disso, pode-se visualizar a eficiência da seleção dos acessos a partir do país de origem.
 
Àqueles acessos com maior grau de divergência, foi sugerida a introdução na coleção nuclear de feijoeiro comum, pois são fonte de variabilidade genética. Já para os acessos classificados como idênticos, é necessário que exista um estudo mais aprofundado antes de sua remoção da seleção. Esse trabalho contou com a participação dos pesquisadores Tereza Cristina de Oliveira Borba, Flávio Breseghello, Maria José Del Peloso, Leonardo Cunha Melo, Helton Santos Pereira e Rosana Pereira Vianello Brondani.