CATI promove capacitação em processamento de mandioca

Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável promovemutirão para processamento de duas toneladas de mandioca de mesa da Aldeia Ekeruá

CATI
Manejo

O Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável (PRDS) - Microbacias II – Acesso ao Mercado promoveu, na semana passada, um mutirão para processamento de cerca de duas toneladas de mandioca de mesa da Aldeia Ekeruá, no município de Avaí. A atividade contou com a participação de 25 indígenas, que foram motivados a aprender sobre as diferentes etapas do processo: pesagem, lavagem, corte, descascamento e acondicionamento das raízes.

"Essa atividade organizada pela CATI foi muito importante. Essa capacitação irá colaborar, entre vários fatores, para o aumento de renda de nossa comunidade", avalia Jasone de Camilo, cacique da Aldeia Ekeruá, da etnia Terena. Para Júlio Pio, do Instituto de Defesa do Meio Ambiente Indígena (Idmai), considera a experiência  interessante por possibilitar uma nova forma de comercialização da produção. "No modo tradicional de venda da mandioca, in natura, há perda de 40%, pois só as maiores raízes são comercializadas e o processamento agrega valor ao produto". Outro satisfeito com o treinamento foi Lourenço de Camilo, morador da Aldeia, afirmando que o preço da mandioca processada é muito maior e trará benefícios à comunidade.

O engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Duartina,  João Pacheco de Almeida Prado, foi o responsável técnico pelo mutirão que contou com o apoio da CATI Regional Bauru para a organização. Marcos Beraldo, assistente de direção da CATI Regional Bauru afirmou que este é um primeiro passo para que a comunidade indígena possa colocar o seus produtos no Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS),  Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), todos políticas públicas voltadas ao agricultor familiar.

Os indigenistas Henrique Sergio Bumver e Anésio Coelho Souza, da Fundação Nacional do Índio (Funai/Bauru), esperam a continuidade da parceria com a CATI na capacitação edm aldeias e pretendem estender a atividade para as outras Aldeias da Terra Indígena Araribá. E um  novo mutirão já está marcado e será realizado, ainda neste mês de julho, na Aldeia Tereguá. “A atividade foi ao encontro dos princípios de atuação do projeto, com a utilização de metodologia participativa e, especialmente, com a utilização de tecnologias sociais de baixo custo e de fácil aprendizado pela comunidade”, avaliou  Abelardo Gonçalves Pinto, que coordena a implantação da estratégia indígena do Microbacias II.