Um produto 100% nacional. É assim que o presidente do Centro Nacional de Tecnologia Avançada SA (Ceitec), Edward Weichselbaumer, define o chip de boi, dispositivo de identificação eletrônica destinado à rastreabilidade bovina. O produto está sendo testado na Fazenda Experimental Santa Rita, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), no centro-oeste mineiro. Esta é a última fase antes da escala de produção comercial.
O presidente da Ceitec explica que o rastreamento é uma exigência no mercado europeu. Com o chip, ele acredita que o Brasil poderá aumentar as exportações da carne bovina e os preços dos animais em até 10%, devido ao controle mais efetivo de contaminações. Outra vantagem é que, atualmente, os pecuaristas pagam em torno de R$8,00 nos brincos com dispositivos e o objetivo da Ceitec foi justamente abaixar o preço para em torno de R$ 2,50 a R$ 3,00.
![]() |
Produzido totalmente |
Desenvolvido em Porto Alegre por engenheiros brasileiros, o chip permite o controle individual dos animais do nascimento ao abate através da identificação de rádio frequência, um sistema que substitui a leitura ótica. O diferencial da nova tecnologia está no leitor eletrônico instalado em uma pequena antena encapsulada nos brincos, que joga informações diretamente para o banco de dados do computador. Desta forma, de acordo com Edward, garante-se uma rede de informação mais segura.
O teste de campo é realizado com cerca de 10 mil brincos em três meses. O produto chega nas mãos dos criadores em fevereiro de 2010. O desenvolvimento sobre a rastreabilidade é feito pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) desde 2007. Já a Ceitec foi criada em 2008 e é vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
