Citricultores aprovam cultivares sem sementes

No Rio Grande do Sul já existem dois mil hectares implantados com as novas cultivares

Aline Jesus
Citros

Uma nova opção para os citricultores são as cultivares sem sementes. Estudos realizados pela Embrapa Clima Temperado buscam oferecer uma linha de produção de frutas in natura, na qual é possível obter uma rentabilidade seis vezes maior do que a venda da fruta cítrica para as indústrias de suco. O pesquisador Ronaldo de Oliveira explica que o ponto de partida foi a identificação de alguns híbridos sem sementes consagradas no mercado internacional que poderiam ter perspectiva de cultivo no Brasil:

— Montamos ensaios em vários estados do País e avaliamos o potencial de produção dessas cultivares. Em seguida, foram realizados Dias de Campo para a divulgação desses materiais nos Estados em que fizemos as avaliações, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal. O próximo passo é expandir para outras regiões, como o Nordeste.

Oliveira cita como exemplo cultivares de laranja de umbigo (Navelina, Navelate e Lane Late) e as cultivares de tangerina (Marisol, Clemenules e Okitsu). Além destas, existem também os híbridos como o Ellendale, Nova e Ortanique, que são híbridos resultantes do cruzamento entre laranjas, tangerinas e pomelos. Segundo o pesquisador, os produtores do Rio Grande do Sul aderiram a essas cultivares e já implantaram a tecnologia em dois mil hectares.

— Temos produtores muito satisfeitos com a rentabilidade obtida. No Rio Grande do Sul, os frutos dessas cultivares já são comercializados para as principais redes de supermercado do Estado – diz o pesquisador.