Após cinco anos de pesquisa, a Embrapa Agroindústria Tropical lança resultado de que o Clone Embrapa 51 é resistente à resinose-do-cajueiro (Lasiodiplodia theobromae), a principal doença da cultura de caju em algumas regiões do Semi-Árido nordestino.
Durante o tempo de monitoramento se observou clones comerciais de cajueiro, quanto à reação à resinose. O estudo foi realizado no município de Pio IX (PI), Latossolo Amarelo Álico, com pH de 4,5, em uma área com 200 ha de cajueiro-anão precoce, predominantemente dos clones CCP-76, FAGA-11, Embrapa 51, BRS 226, CCP-09 e CAP-14.
Nos resultados os pesquisadores observaram diferenças significativas entre essas cultivares, evidenciando-se a já comprovada resistência do BRS 226 - Planalto e, também, do clone Embrapa 51.
O clone Embrapa 51 tem como principais características o porte baixo, altura média de 3,52 metros no sexto ano de idade das plantas, diâmetro médio da copa de 7,79 metros no espaçamento de 7 x 7 metros, em sistema quadrado, com 204 plantas por hectare. E, ainda de acordo com a pesquisa, possui os seguintes indicadores agroindustriais: peso da castanha de 10,4 gramas, relação amêndoa/casca de 24,5%, peso da amêndoa de 2,6 gramas, porcentagem de amêndoas quebradas no corte de 1,3% e de amêndoas inteiras após a despeliculagem de 85%.
Os indicadores agroindustriais para o pedúnculo são: peso médio de 104 gramas, produtividade aproximadamente de 8.700 quilos por hectare, coloração vermelha e formato piriforme. A produtividade média de castanha, em regime de sequeiro no sexto ano de produção, é 1.255,6 quilos por hectare. Ademais, o Embrapa 51 é resistente à antracnose e, moderadamente, resistente ao mofopreto. O comunicado recomenda o plantio comercial da Embrapa 51 na Região do Semi-Árido brasileiro.