A cobertura verde fertiliza a terra antes do plantio sem causar danos como aqueles gerados pelo uso de alguns herbicidas. Além de aumentar a matéria orgânica na área de atuação, as plantas de cobertura também aumentam a biodiversidade e diminuem a necessidade de insumos externos.
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– O Iapar trabalha há 30 anos com diversas plantas de cobertura verde, que se adaptam a diferentes climas, regiões e sistemas de produção. Temos tanto espécies de ciclo curto, de 40 e 45 dias, como as de 120 dias de ciclo; culturas que rotacionam com hortaliças, grãos, outras utilizadas na renovação de canaviais. Temos uma coletânea de materiais de diversas famílias para o produtor usar no Plantio Direto pra aumentar a biodiversidade e a matéria orgânica, sequestrar o carbono, diminuir a necessidade de insumos externos, aumentar a renda da propriedade e melhorar a qualidade de vida – explica Ademir Calegari, pesquisador do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná).
Uma das espécies de plantas de cobertura que o Iapar está mostrando no Show Rural Copavel, no Paraná, é o Milheto, que é um grande reciclador de potássio, muito utilizado no Cerrado com capacidade de liberar mais de 350 quilos de potássio. Outra planta é a Clitória, muito usada no Nordeste, com capacidade para aguentar a seca e liberar nitrogênio.
Calegari diz que o Iapar está à disposição dos produtores que quiserem tirar dúvidas ou saberem mais sobre a cobertura verde, lembra que o instituto tem mais de 150 espécies de plantas de cobertura e trabalha em diversos estados do país e com consultorias pelo mundo, até com a FAO (Agência para Agricultura e Alimentação), da ONU.
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