Cientes da importância da conservação da água para a sobrevivência do Planeta, a Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari) e a Nortox se uniram para a realização do Projeto Olho D’Água. O lançamento foi às 14h da terça-feira 24 de novembro, em Mandaguari, e a data escolhida por ser o Dia do Rio.
O projeto tem por objetivo a recuperação e conservação de minas e nascentes localizadas na área de atuação da cooperativa – mais de 20 municípios do interior paranaense. A meta é garantir água limpa e potável para os cooperados, ajudar no desenvolvimento sustentável das propriedades e fortalecer a importância de uma consciência ambiental ligada ao agronegócio.
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Uma das minas em |
A primeira mina recuperada encontra-se na propriedade dos irmãos cooperados Henrique e Nelson Peloso, localizada a cerca de cinco quilômetros da cidade. As minas também não foram escolhidas ao acaso: elas dão origem à nascente do Ribeirão Alegre, que é afluente do Rio Pirapó. Ele deságua no Rio Paranapanema, que por sua vez deságua no Rio Paraná, segundo rio em extensão da América do Sul e décimo do mundo em vazão. Além de ter a Cocari e a Nortox na realização, o projeto tem apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Cocari e Nortox se basearam em um projeto realizado pela Coopavel, em Cascavel. Segundo o gerente do Departamento de Segurança, Engenharia e Meio Ambiente (Desema) da Cocari, Ademir Zusso, o principal objetivo é a proteção do meio ambiente, beneficiando de forma direta os cooperados, que terão minas protegidas e água saudável na propriedade. “Essa é uma das metas da Cocari: cuidar do meio ambiente e do bem-estar de seus cooperados”, ressalta Zusso.
Minas abasteceram 13 famílias até 1975
Henrique Peloso Neto, proprietário do Sítio São João, em Mandaguari, onde está sendo recuperada a primeira mina pelo Projeto Olho D´Água, conta que na verdade há uma série de minas dentro da reserva localizada em sua propriedade. O sítio tem 20 alqueires, sendo três de mata nativa. “A região foi aberta em 1938 e as minas sempre foram a fonte de água para as famílias que aqui chegaram. Em 1975, elas ainda abasteciam 13 residências, totalizando 92 pessoas. Com a geada de 1975, a cafeicultura ficou inviável e muitas famílias foram embora”, conta Peloso Neto.
Hoje a propriedade está bem diversificada, com parte ocupada pela soja, parte ainda pelo café, além de granjas e um abatedouro de frango. Peloso Neto ficou empolgado com o Projeto Olho D’Água. “O método de recuperação realmente funciona. Queremos que todas as minas sejam recuperadas. Agora que nós aprendemos, vamos valorizar mais o projeto e recomendar aos outros produtores”, assinala. A Cocari já cadastrou 35 minas para serem restauradas nesta etapa inicial do projeto.
