De acordo com a Embrapa Meio-Norte, apenas 10% dos cupins interferem negativamente, causando prejuízos nas áreas rurais e urbanas. Esses são os chamados cupins-praga, que demandam solução de controle.
O controle dos cupins é muito difícil e, para que isso ocorra, é necessária a destruição do cupinzeiro juntamente com a rainha. A destruição apenas do ninho, de algumas operárias e soldados, mantém o cupinzeiro inativo por algum tempo, período em que a rainha faz a reposição das operárias e soldados mortos, por meio de posturas.
Por outro lado, mesmo com a morte da rainha, o cupinzeiro pode sobreviver por algum tempo em razão da reprodução pelas rainhas de substituição. Portanto, para o sucesso no controle de um cupinzeiro, é necessária a eliminação, principalmente, da rainha e rainhas de substituição.
Para o controle de cupins arbícolas, os ninhos devem ser retirados das árvores sem danificá-las. Em seguida, devem ser destruídos por esmagamento ou fogo.
Para os cupinzeiros de montículo, o controle é feito com a aplicação de cupinicidas. Para tanto, um orifício deve ser aberto no montículo por meio de uma barra até atingir a câmara real, onde se localiza a rainha. Esse local é construído com celulose e, portanto, oferece menos resistência ao perfurá-lo, sinal que a barra atingiu o abrigo da rainha.
Por meio desse orifício, é despejado o inseticida previamente preparado em um balde. Essa operação deve ser feita em um curto espaço de tempo para não afugentar a rainha de sua câmara real.
Para o controle de cupins em residências, deve-se observar em áreas próximas aos prédios a existência de cupinzeiros de montículo ou arbícolas e destruí-los das formas mencionadas anteriormente. Caso o ninho não seja identificado nas proximidades, é possível que seja subterrâneo ou se distancie a muitos metros do local infestado.
Nessas condições, o controle é paleativo, entretanto, deve-se procurar os túneis, desmanchá-los até encontrar o orifício de saída do solo e, com uma seringa, fazer a aplicação do inseticida apropriado.
Há casos em que os túneis já se apresentam no interior das residências, não se observando a sua ligação com o solo e o interior do prédio. Nesses casos, as medidas de controle recomendadas são as mesmas já descritas, ou seja, a aplicação do inseticida por meio de uma seringa nos túneis.
Como já relatado, essa medida de controle é paleativa e dura enquanto o inseticida tiver ação residual. Assim, há necessidade de vigilância constante e reaplicação do inseticida, logo que os túneis forem reativados.