Combate de oídio deve ser preventivo

Doença que ataca o cajueiro pode ser evitada através de pulverizações com enxofre

Kamila Pitombeira
Sanidade Vegetal

O oídio é uma doença que ataca diversas culturas, mas, na plantação de caju, especificamente, ela provoca sintomas nas folhas e até nos frutos, causando perdas significativas na produção. Novas pesquisas feitas pela Embrapa Agroindústria Tropical mostram que o combate preventivo do oídio do cajueiro tem diminuído a quantidade da doença nas áreas tratadas, promovendo uma produção de frutos mais limpos e sadios. Esse combate preventivo se dá através de pulverizações com  enxofre.

Segundo Marlon Valentim, pesquisador da Embrapa, os sintomas da doença ocorrem nas brotações novas da planta e no pseudofruto. De acordo com ele, o sintoma mais grave dessa doença é o aparecimento de estrias e cicatrizes no pseudofruto do cajueiro.

— O mais agravante é que, com essas estrias, passam a ocorrer rachaduras com o desenvolvimento do fruto — conta.

Valentim diz que a doença ocorre nos botões florais, nas flores e nos frutos jovens do cajueiro. Isso afeta diretamente a produção porque acaba ocorrendo uma queda acentuada da floração.
 
— Já os frutinhos afetados pela doença, não se desenvolvem por inteiro e acabam prejudicando a produção como um todo — explica.
 
O pesquisador conta que a Embrapa Agroindústria Tropical já possui um projeto aprovado e tem feito alguns experimentos preliminares nos quais é utilizada uma calda fungicida à base de enxofre para o controle da doença. Essa calda deve ser aplicada preventivamente no início da brotação para evitar que a inflorescência seja infectada pelo oídio.
 
— A calda é composta por enxofre misturado em água, na dose de 4g a 5g do produto comercial por litro de água. Ele é aplicado via pulverização nessa fase de inflorescência. Se as condições ambientais estiverem favoráveis e existirem muitas fontes de inóculos, as aplicações devem ser feitas semanalmente. Caso contrário, podem existir intervalos de até 15 dias — orienta.
 
Para Valentim, na hora da pulverização, é importante que os trabalhadores usem equipamentos de proteção individual, compostos por macacão, máscara, viseira, boné e luvas. Além disso, o agricultor deve contar com a instrução de um engenheiro agrônomo.
 
— Temos verificado que esse combate preventivo tem diminuído a quantidade da doença nas áreas pulverizadas. Automaticamente, o produtor passa a contar com uma produção de frutos mais limpos e sadios — conclui o entrevistado.
 
Para mais informações, basta entrar em contato com Embrapa Agroindústria Tropical através do número (85) 3391-7100.