A mamoneira gera o óleo, seu principal produto, e a torta, subproduto que é usado como adubo. A micropropagação in vitro é a melhor alternativa para se obter quantidade suficiente de mudas para o estabelecimento de novos plantios sadios e livres de contaminação. Realizado no Laboratório de Cultivo de Tecidos da Embrapa Algodão, o trabalho procurou obter protocolo para a multiplicação da mamoneira in vitro, utilizando-se diferentes combinações de fitorreguladores em meio líquido.
Conclusões indicaram que as distintas combinações dos fitorreguladores TDZ e GA3 influenciam no superbrotamento in vitro da mamoneira. No processo, após a germinação in vitro em meio MS (Murashige e Skoog, 1962), gemais apicais de mamoneira foram excisadas e inoculadas em meio MS líquido suplementado com diferentes concentrações de TDZ e GA3. O número de brotos por explante foi considerado na avaliação.
O tratamento T16 (0,500 miligramas de TDZ por litro, mais 0,050 miligramas de GA3 por litro) mostrou-se o mais eficiente na multiplicação dos brotos, demostrando assim a boa atuação do TDZ no superbrotamento da mamoneira. Também verificou-se que, em alguns explantes cultivados em meio contendo o fitorregulador TDZ, ocorreu processo de vitrificação.
Além disso, verificou-se que os tratamentos T1 (0,00 miligrama de TDZ por litro, mais 0,00 miligrama de GA3 por litro), T9 (0,00 miligramas de TDZ por litro, mais 0,050 miligramas de GA3 por litro) e T17 (0,00 miligrama de TDZ por litro, mais 0,100 miligramas de GA3 por litro) não induziram a superbrotação da mamoneira. Isso se deve ao fato de que as giberelinas têm como principais efeitos o alongamento das brotações durante a multiplicação in vitro e variam conforme a interação existente com outros reguladores de crescimento, dependendo da espécie propagada.