Começa simpósio sobre tolerância de culturas à seca

O objetivo é promover a disseminação do conhecimento científico em tolerância de culturas à seca e estabelecer parcerias em projetos nacionais e internacionais.

Embrapa Arroz e Feijão
Manejo

Mais de 200 profissionais entre pesquisadores, professores e representantes do segmento produtivo ligado ao agronegócio participam do simpósio "Tolerância à Deficiência Hídrica em Plantas: Adaptando as Culturas ao Clima do Futuro", que acontece até quinta-feira, 21 de outubro, no auditório da Federação da Agricultura do Estado de Goiás, em Goiânia (GO). O evento tem como objetivo promover a disseminação do conhecimento científico em tolerância de culturas à seca e estabelecer parcerias em projetos nacionais e internacionais.

Na abertura do simpósio, nesta terça-feira (19/10), o presidente da comissão organizadora do evento, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Flávio Breseghello, destacou que a iniciativa é uma das poucas de seu perfil realizadas no país, congregando palestrantes de renome internacional e especialistas de diversas áreas do conhecimento para a discussão do tema. As 10 conferências internacionais e os 4 painéis programadas apresentam o que há de mais atual em relação às pesquisas sobre estresse em plantas causados pelo déficit hídrico. De acordo com Flávio Breseghello, o simpósio alinha os participantes na perspectiva de discussão de trabalhos que permitam apresentar alternativas para uma agricultura sustentável diante de possíveis mudanças climáticas globais, bem como sobre o uso mais eficiente da água nas lavouras.

Além disso, se as previsões de aquecimento global e de aumento dos períodos de estiagem se confirmarem, poderá haver repercussões muito além do âmbito agronômico e ecológico. Isso porque os danos causados nas lavouras pelo  acirramento dos períodos de seca poderão levar ao aumento do preço dos alimentos e à insegurança alimentar, trazendo como consequência desdobramentos de caráter humanitário, econômico e político para a sociedade."Precisamos desenvolver tecnologias que nos permitam produzir mais na mesma área. Mais produtividade significa grãos e fibras por um preço menor, ou seja, mais alimentos à disposição da população mundial", afirmou o gerente de Relações Científicas da Monsanto, Eugênio Ulian. O simpósio é organizado pela Embrapa Arroz e Feijão, com o apoio do Fundo de Pesquisa Embrapa-Monsanto, que já recebeu aproximadamente R$ 20 milhões de reais, de 2006 a 2009, para beneficiar projetos em biotecnologia de diversas unidades da Embrapa. O montante é oriundo do compartilhamento dos direitos de propriedade intelectual, a título de royalties, sobre a comercialização
de variedades de soja da Embrapa com a tecnologia da Monsanto Roundup Ready®.