Comitês de microbacias promovem trocas de experiências

Programa Rio Rural, Seagri RJ
Agricultura Familiar

Com o objetivo de avaliar ações e discutir novas propostas de desenvolvimento rural sustentável nas comunidades agrícolas, a Emater-Rio e o Programa Rio Rural (da secretaria estadual de Agricultura) realizaram dez encontros microrregionais de Comitês Gestores de Microbacias (Cogem), nos meses de outubro e novembro, reunindo representantes das regiões Metropolitana, Baixada Litorânea, Centro-Sul, Médio Paraíba e Serrana.

Em Santa Maria Madalena, na Serra, os agricultores trocaram experiências e ouviram relatos sobre práticas bem sucedidas durante a execução do Rio Rural nas microbacias de Trajano de Moraes, São Sebastião do Alto e do município sede da reunião. Cada técnico executor do apresentou os trabalhos desenvolvidos, citando a quantidade de recursos e projetos implantados, os métodos de extensão rural utilizados e um comparativo da presença de ações de ATER (assistência técnica e extensão rural) antes e depois da implantação do programa. Já os beneficiários falaram sobre o processo de formação do Cogem e os resultados da atuação desse grupo na comunidade.

A gerente técnica estadual de Projetos Sociais da Emater-Rio, Cristianne Mendonça, apresentou o resultado de um acompanhamento da evolução dos comitês nos últimos 12 meses, destacando pontos fortes e fracos de cada grupo, baseado também na sistematização dos questionários aplicados durante a primeira parte do evento. “A Região Serrana está muito bem posicionada no ranking geral, com os comitês trabalhando no verde. Os números são superiores, inclusive, à média do próprio estado”, apontou.

Gerson Yunes, assessor técnico regional do Rio Rural, falou sobre a importância do Cogem para a organização comunitária de uma microbacia. O engenheiro agrônomo da Emater-Rio, Marcos Belo, trouxe informações sobre as novas regras de incentivo para projetos individuais, grupais e estruturantes. Já Mônica Sobreira, da Coordenadoria de Planejamento da Emater-Rio, lembrou que a união da comunidade pode resultar em soluções benéficas para a coletividade. “Encontros como este promovem reflexões que agilizam o retorno do programa para a comunidade. Como o Rio Rural incentiva a adoção das práticas sustentáveis com recurso financeiro não reembolsável, o grande pagamento é o compromisso do agricultor familiar em implantar os projetos com qualidade e responsabilidade, tudo isso para transformar a realidade do interior”, analisou.

A médica veterinária Renata Heizer, técnica executora da microbacia Caixa D’Água (Trajano de Moraes), garante que houve uma mudança de postura por parte dos agricultores. “Quando chegamos na microbacia, encontramos moradores descontentes. Conquistamos a confiança deles e agora estamos auxiliando na escolha da prática adequada para propriedade”, disse.

Já Maria da Conceição Godinho da Silva, representante da microbacia Alto Imbé (Santa Maria Madalena), ressaltou que vários vizinhos estão empenhados em proteger suas nascentes. “Todos passaram a ter consciência da importância da água na nossa vida. Aqui o incentivo veio do Rio Rural”, garantiu.

Na região Noroeste, foram realizados, em outubro, três encontros municipais com agricultores familiares de Laje do Muriaé, Natividade e Varre-Sai. Já no Norte, o ciclo de atividades foi em abril.