A produtividade da soja se manteve mesmo em solo compactado. Este foi o resultado de pesquisa realizada pela Embrapa Cerrados, em área de cultivo irrigado e sob Plantio Direto. O estudo aconteceu no município Luis Eduardo Magalhães (BA), em solos Latossolo Vermelho-Amarelo, textura, média e Neossolo Quartzarênico.
Fenômenos naturais ou até mesmo o tráfego intensivo de máquinas e equipamentos agrícolas utilizados no processo produtivo podem deixar os solos agrícolas sujeitos à compactação, prejudicando o retorno dos investimentos feitos pelo produtor. Isso ocorre, em geral, porque se restringe a disponibilidade de água e de nutrientes para as culturas, especialmente em áreas de Cerrados, mais susceptíveis a veranicos.
Durante a safra de 2006, a compactação do solo foi avaliada e correlacionada com a produtividade da soja irrigada no cerrado baiano. Foram realizados ensaios de campo e de laboratório para determinação do índice de cone, que foram ajustados em função de conteúdo de água volumétrico, densidade do solo e argila.
Os autores explicam que para caracterizar camadas compactas são utilizados métodos empíricos, porém é necessário o conhecimento de uma série de fatores associados ao solo e ao crescimento de plantas para uma correta interpretação das informações, caso contrário, dificilmente se entende os reais efeitos no crescimento vegetal.
Ainda de acordo com o estudo, para a caracterização da compactação de solo com base na resistência à penetração, é necessário conhecer as relações matemáticas entre índice de cone e atributos do solo, como densidade de solo, conteúdo de água volumétrico e teor de argila. Sendo que a modelagem dessas relações com base em modelos de regressão não lineares se apresenta como ferramenta promissora.
Nas duas áreas analisadas, os valores obtidos pelos pesquisadores foram mais baixos de densidade de solo e índice de cone em conteúdo de água equivalente à capacidade de campo.