Comportamento ambiental do inseticida Thiamethoxam em um Latossolo vermelho distroférrico de Dourados

Thiamethoxam foi testado em Latossolo vermelho distroférrico de textura muito argilosa e apresentou baixa lixiviação

Rosália Silva
Manejo

Ao avaliar o comportamento ambiental do inseticida thiamethoxam em um Latossolo vermelho distroférrico de textura muito argilosa, em área experimental da Embrapa, no município de Dourados (MS), pesquisadores concluíram que, considerando as condições edafoclimáticas do estudo, o thiamethoxam apresentou-se como uma molécula com baixa lixiviação e, portanto, com baixo potencial de contaminação da água subterrânea.

Mas, segundo os agrônomos Rômulo Penna Scorza Júnior e Renê Luís de Oliveira Rigitano, os baixos valores dos coeficientes de sorção indicam baixa retenção deste pelo solo.

Outra conclusão do Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 49, da Embrapa Agropecuária Oeste, de abril de 2009, é que esse inseticida apresentou-se como uma molécula bastante estável nas duas profundidades estudadas, apresentando valores de meia-vida entre 501 e 613 dias.

O thiamethoxam é um pesticida utilizado para controle de pragas em diversas culturas, através de pulverização sobre as folhas, incorporação ao solo através de grânulos ou diluído em água e tratamento de sementes.
 
Na análise, a pesquisa verificou a sorção para duas profundidades do thiamethoxam na região de Dourados, e também a degradação em condições de laboratório na ausência de luz para duas profundidades e a lixiviação em uma parcela experimental no campo.

Como resultados, os pesquisadores observaram pequena lixiviação do thiamethoxam, que não ultrapassou a profundidade de 50 centímetros. No entanto, os estudos de sorção e degradação mostraram que o inseticida foi um composto persistente e com baixa retenção pelo solo. Para conferir essa pesquisa, está disponível o arquivo em anexo.