Comportamento de variedades de milho em Dourados (MS)

Um dos destaques do experimento foram as variedades CMS 111 e BRS 4103, que além de maior rendimento de grãos, apresentaram também médias de menor ciclo e menor altura de planta

Redação
Melhoramento genético

A Embrapa Agropecuária Oeste e a Embrapa Milho e Sorgo realizaram experimento comparativo entre 36 variedades de milho na safra 2007/2008, em Latossolo Vermelho Distroférrico textura argilosa. O campo foi estabelecido em 19 de outubro de 2007 e o trabalho mostrou quais variedades foram as mais produtivas.

As mais altas médias de produtividade variaram de 5.853 a 4.331 quilos por hectare e foram obtidas por um grupo de 15 cultivares, as quais pode-se considerar que não diferiram em rendimento, conforme teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Essas variedades foram Bio 2, SC 154 – Fortuna, AL Bandeirante, SHS 500EX, Fundacep 35, BRS 4103, CEPAF 2, CPATC 4, AL Piratininga, UFV 8, UFV 7, CMS 111, MC 60, IPR 114 e AL 30/40.

O estudo mostrou ainda grandes diferenças de rendimento para o cultivo na safra verão, na região de Dourados, entre a variedade melhor ranqueada, a Bio 2, com 5.853 quilos por hectare, e a menos produtiva, a CMS 105, com 2.787 quilos por hectare.

Um dos destaques desse experimento foram as variedades CMS 111 e BRS 4103, que além de maior rendimento de grãos, apresentaram também médias de menor ciclo e menor altura de planta. O ciclo da CMS 111, da emergência à floração, foi de 68 dias e a altura de planta foi de 1,96 metros. Para a BRS 4103, os resultados foram 70 dias e 1,80 metros.

O trabalho conclui que os resultados apontaram bons materiais com adaptação para a região, podendo direcionar a escolha e a recomendação de variedades para atender às condições de solo e clima de Dourados.