Comportamento silvicultural de progênies de pinhão manso no semiárido pernambucano

Aos três meses de idade as plantas apresentaram bom comportamento silvicultural das progênies

Aline Jesus
Pinhão-manso

Um experimento conduzido pela Embrapa Semi-Árido avaliou o comportamento silvicultural e a produtividade de progênies de pinhão manso, sob condições irrigadas no semiárido nordestino. A pesquisa foi realizada em uma fazenda localizada em Santa Maria da Boa Vista, no estado de Pernambuco, adotando-se o delineamento de blocos ao acaso, com dez tratamentos e três repetições em parcelas lineares de seis plantas. Ao total, foram testadas dez progênies obtidas da seleção de plantas mais produtivas de um plantio introdutório de pinhão manso em Petrolina (PE).

O método de plantio utilizado pelos pesquisadores foi realizado com espaçamento de 3,0 x 2,0 metros, e adubação com 150 gramas de NPK (06-24-12) sendo as plantas irrigadas por gotejamento semanalmente. Aos três meses, elas obtiveram bom comportamento silvicultural das progênies, embora não tenha ocorrido diferença significativa para sobrevivência, altura média das plantas e número de inflorescências. Porém, diferenças entre número de bifurcações variaram de 3,6 a 5,3 bifurcações.

Como conclusão, os pesquisadores verificaram que o pinhão manso apresenta um grande potencial que visa selecionar progênies com maior número de inflorescências, o que está relacionado diretamente á produtividade final.