Condições meteorológicas beneficiam desenvolvimento do trigo

Ao contrário do que previram os meteorologistas, quando do fechamento da edição anterior do Informe Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, as chuvas não se fizeram presentes nos últimos dias

Raquel Aguiar
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Ao contrário do que previram os meteorologistas, quando do fechamento da edição anterior do Informe Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, as chuvas não se fizeram presentes nos últimos dias. Com isso, o período transcorreu seco, com predomínio do sol e temperaturas ainda baixas, principalmente pela parte da manhã, o que continuou favorecendo a formação de geadas. Apesar da pouca chuva registrada nestes primeiros dias de agosto, a umidade no solo se mantém em níveis elevados, permitindo a maioria das atividades de manejo.
 
Com as condições meteorológicas beneficiando o trigo nesta primeira quinzena de agosto, as lavouras se desenvolvem de maneira bastante satisfatória. A maioria delas apresenta bom aspecto, estando livre de pragas e moléstias e com muito bom perfilhamento, consequência do tempo seco e das baixas temperaturas. Aos poucos, as lavouras semeadas no cedo, que se encontram principalmente no Noroeste do Estado, iniciam a fase de alongamento e emissão da espigueta.
 
Na metade Norte, onde se encontra a totalidade da área comercial da canola, a lavoura se encontra em plena floração e com boa sanidade até o momento. Já a produção de cevada do Planalto e do Alto Uruguai, maior região de cultivo desta gramínea no Estado, as fases são de desenvolvimento vegetativo e início do emborrachamento. As condições atuais da lavoura são de muito bom estado fitossanitário.
 
A lavoura da cana-de-açúcar na região Metropolitana e Delta do Jacuí se apresenta com bom desenvolvimento vegetativo e em fase de colheita. O produto colhido já está sendo transformado em melado. O preço médio do quilo de melado é R$ 1,60, em Santo Antônio da Patrulha.
 
A colheita da batata-doce na região Centro-Sul avançou pouco esta semana. Até o momento, 35,4% da área, de aproximadamente 1.400 ha, plantada na região, foi colhida. O produto está com boa qualidade e o preço médio de lavoura é de R$ 6,00/cx com 20 kg.
 
Os apicultores realizam o manejo de inverno, revisando as reservas alimentares e alimentando as colméias quando necessário. O frio e a chuva têm provocado perdas nas menos preparadas. Na tradicional região produtora do Vale do Taquari, os apicultores já se mobilizam para a polinização e a colheita do mel de plantas cítricas que começam a emitir seus primeiros botões florais.
 
O preço médio do leite pago ao produtor, estabilizou após a queda ocorrida no período anterior. Segundo o levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar nas principais regiões de produção do Estado, o preço do produto ficou estável, em R$ 0,60 o litro.
 
Na ovinocultura, o preço médio pago ao produtor segue apresentando sucessivas altas. O valor médio do cordeiro passou de R$ 3,09 para R$ 3,14 o quilo vivo, alta de 1,62%. A demanda segue superando a oferta e é apontada como a principal causa da elevação dos valores de comercialização.