Existem dois tipos de coqueiros no Brasil. Os coqueiros anões são destinados à produção de água e apresentam uma boa produtividade, de 100 a 120 frutos por planta ao ano. Já o coqueiro gigante serve para a produção de coco seco e tem uma produtividade muito baixa, de 30 a 40 frutos por planta ao ano, o que está inviabilizando a cultura e fazendo com que muitos produtores deixem de produzir coco. A Embrapa Tabuleiros Costeiros está introduzindo o sistema de consórcio agroecológico para tornar a produção viável e melhorar a renda dos produtores. Com o espaçamento de dez metros entre os coqueiros, pode-se plantar, principalmente, mandioca, feijão e milho. Outra proposta é o uso da gliricídia como adubo verde e a compostagem orgânica para a adubação.
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A Embrapa recomenda, principalmente, o híbrido de Coqueiro Gigante do Brasil com Coqueiro Anão Verde do Brasil para o consórcio agroecológico que é plantado com espaçamento de dez metros entre as plantas. Se não for plantada nenhuma cultura nesta área vazia, ela é invadida por plantas daninhas que danificam o coqueiral. A cultura a ser escolhida para o consórcio depende das condições da propriedade. Pode ser utilizado milho, feijão e amendoim, mas a mandioca é a mais indicada porque suporta melhor as condições do solo arenoso em que os coqueiros são cultivados.
— O produtor fica durante três ou quatro anos plantando coco gigante com mandioca, vai colhendo a mandioca e mantendo o seu rendimento até iniciar a produção do coco. O que está se fazendo de diferente agora é o sistema agroecológico, principalmente para o pequeno produtor, em que se elimina praticamente o uso de insumos químicos e utilizando compostos orgânicos a base de palhada e esterco. Se introduz ao sistema a gliricídia, que é uma leguminosa, plantada na linha de plantio do coqueiro que é periodicamente cortada e serve de adubação verde para o coqueiro. Nestes três ou quatro anos, o produtor do coco não teria lucro nenhum, só teria gastos, e com o consórcio ele tira lucro durante todo este tempo com o plantio de outras culturas. No mínimo, os custos de produção do coqueiro nestes quatro primeiros anos seriam cobertos por estas outras culturas como a mandioca — explica o engenheiro agrônomo Humberto Fontes, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
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No mínimo, os custos de produção do coqueiro nos quatro primeiros anos seriam cobertos por estas culturas |
