Consórcio com café conilon dobra produtividade de melancia no ES

Fruteira garante renda nos períodos de renovação dos cafezais

Nivea Schunk
Manejo

Sob a supervisão do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), cafeicultores de Marilândia, noroeste do Espírito Santo, dobraram a produtividade de melancia nos últimos oito anos. Sem tradição na região, a cultura vem ganhando as áreas de renovação do café conilon, que anteriormente ficavam cerca de dois anos sem gerar renda. O extensionista Élio José dos Santos conta que a demanda vinda do campo norteou a busca de conhecimento junto aos estados produtores.

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— Nosso clima favorece o plantio do fruto, feito entre as covas do cafezal com cerca de um metro e meio de espaçamento. A alternativa de ciclo curto é economicamente viável. No início, tínhamos 20 toneladas de melancia por hectare. Hoje, estamos atingindo 40 toneladas e, em algumas áreas, até 50 toneladas por hectare — conta o extensionista.

Além de preservar a água no solo na época das altas temperaturas do verão, o consórcio permite a recuperação de boa parte do capital investido na manutenção do conilon replantado, num prazo de 70 dias. A prática melhora o ambiente para o desenvolvimento do café, que fica praticamente sem custo de produção, também absorve os resíduos do adubo da fruteira.

— Os maiores benefícios são relativos à conservação do solo e aproveitamento de mão de obra, porque gastamos água e trabalho para manter o cafezal ainda sem produção. Outro aspecto interessante é a utilização das irrigações localizadas por gotejamento e das área sulcadas e trabalhadas para a cafeicultura — explica.

Santos afirma também que os resultados satisfatórios já estão promovendo a adesão dos municípios vizinhos à técnica. Ele enfatiza que, atualmente, o abastecimento do mercado regional de melancia é de origem local.

"Maiores benefícios
 são relativos à con-
 servação do solo e
 aproveitamento de
 mão de obra"


 Élio José dos Santos,
 do Incaper