Consórcio de milho com forrageiras na integração lavoura e pecuária

A tentativa de reduzir os custos da recuperação ou reforma de seus pastos fazendo plantio de milho com forrageira é uma prática mais tradicional para os produtores rurais

Redação
Forrageiras

O milho é uma das culturas mais adaptadas aos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária no ambiente tropical, seja para a recuperação e a reforma de pastagens degradadas, seja para a produção de grãos e de forragem para a entressafra ou para melhor palhada para o Sistema de Plantio Direto em solos parcialmente ou já corrigidos.

De acordo com a Embrapa Milho e Sorgo, no consórcio com capim do gênero Brachiaria e Panicum, o milho traz vantagens em relação a outras culturas. Pois ele é competitivo por ter o porte de planta mais alto, ter a inserção de espigas também mais alta e por haver a disponibilidade de herbicidas graminicidas pós-emergentes, seletivos ao milho.

A cultura do milho possibilita ainda trabalhar com diferentes espaçamentos. Atualmente a tendência é reduzir o espaçamento entre as fileiras do milho. Isso vai melhorar a utilização de luz, água e nutrientes e aumentar a capacidade de competição das plantas de milho. Com isso, é possível obter resultados excelentes com o consórcio nos sistemas Barreirão e Santa Fé.

Conforme a Embrapa, a tentativa de reduzir os custos da recuperação ou reforma de seus pastos fazendo plantio de milho com forrageira é uma prática mais tradicional para os produtores rurais. Por outro lado, é raro aquele que faz implantação de pastagens em áreas agrícolas. Contudo, os sistemas Barreirão e Santa Fé são perfeitamente ajustáveis a qualquer tamanho de propriedade, desde as pequenas, com alguns hectares e que usam a mão-de-obra familiar, até aquelas empresariais com alto nível tecnológico.

Inicialmente, para aqueles que almejam adotar os sistemas de consórcio, deve-se ponderar que o milho é uma cultura exigente quanto à fertilidade do solo, exigindo pH, cálcio, magnésio, saturação por alumínio e saturação por bases mínimas em torno de 6,0, 2,2, 0,8, menor que 20% e 50-55%, respectivamente. Esses níveis são, também, os mínimos necessários para se implantar o Sistema Plantio Direto (SPD). Dentre esses parâmetros, a saturação por bases pode ser considerada a mais importante característica química do solo para a produção do milho, devendo ser associada com a Capacidade de Troca de Cátions (CTC).

Além disso, deve-se ressaltar que a cultura do milho é mais adaptada a solos anteriormente cultivados, principalmente com soja, quando a cultura expressa melhor seu potencial produtivo. Como cultura de primeiro ano, em solos recém-corrigidos ou após pastagem degradada, os rendimentos de grãos são menores. Assim, neste último caso, o agricultor pode optar pelo plantio de variedade ou híbridos duplos de menor custo.

Em algumas situações também, é recomendada a adubação corretiva para fósforo e potássio. Para cada tonelada de grãos são requeridos cerca de 24 quilogramas de nitrogênio, três quilogramas de fósforo, 23 quilogramas de potássio, cinco quilogramas de cálcio, quatro quilogramas de magnésio, 46 gramas de zinco, oito gramas de cobre, 65 gramas de manganês, 274 gramas de ferro e 18 gramas de boro. A extração de enxofre pela planta de milho varia de 15 quilograma a 30 quilograma por hectares, para produções de grãos em torno de cinco a sete toneladas por hectares.