Consórcio de milho safrinha com brachiaria ruziziensis, em lavouras comerciais de agricultores, em 2008

Consórcio de milho safrinha com Brachiaria ruziziensis apresenta rendimentos superiores à média de milho solteiro regional

Rosália Silva
Manejo

Pesquisas realizadas em 30 lavouras comerciais nos Estados de Mato Grosso do Sul e do Paraná mostraram que o consórcio de milho safrinha, com uma linha intercalar de Brachiaria ruziziensis, apresenta rendimentos semelhantes ao milho solteiro e superiores à estimativa de rendimento médio de milho solteiro regional. De acordo com informações da Embrapa Agropecuárias Oeste, de Dourados (MS), essas conclusões indicam a possibilidade de ser inserido no contexto do Zoneamento e Seguro Agrícola.

Divididos por classes de rendimento, em sete lavouras foram detectados altos rendimentos de grãos, em que houve predomínio de híbridos superprecoces. Já quatro lavouras se enquadradram no nível médio, e em cinco, nível baixo de rendimentos.

O milho safrinha em consórcio apresentou rendimento médio de grãos de 4.912 quilogramas por hectare, enquanto a estimativa brasileira para a safrinha 2008 é de 3.706 quilogramas por hectare. A Brachiaria ruziziensis apresentou rendimento médio de 1.611 quilogramas por hectare de massa seca, com população inicial de 27,2 plantas por metro.

Publicado no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 48, o estudo fez um diagnóstico do consórcio da cultivar com milho safrinha durante o ano de 2008, nessa região do Brasil, pois um constante desafio é o de estabelecer esquemas de rotação compatíveis com diferentes espécies e sistemas de produção específicos para cada local. Especialmente, para agricultores, no que se refere ao retorno econômico das culturas.

Para realização da pesquisa, foram coletadas três amostras de milho e três de braquiária em cada lavoura participante, entre os dias 23 e 30 de julho do ano passado. Observou-se o número de plantas com espigas, em três repetições, numa linha de cinco metros e a colheita de cinco espigas ao acaso, em cada linha. Leia esta pesquisa realizada em parceria com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial de Maringá (PR) no arquivo em anexo.